segunda-feira, 21 de setembro de 2009

edital ocupação galeria lunara 2010

galeria lunara – galeria dos arcos

edital ocupação 2010

ATENÇÃO PARA NOVO CRONOGRAMA

Inscrições: 26 de Outubro a 06 de novembro de 2009

Seleção dos Trabalhos: 11 de Novembro de 2009

Divulgação da Seleção: 13 de Novembro de 2009

Devolução dos Portfólios: 16 a 20 de Novembro de 2009

A partir de 26 de Outubro de 2009, a Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia
estará recebendo inscrições de projetos de fotógrafos interessados em expor, no ano de 2010,
na Galeria dos Arcos ou Galeria Lunara, ambas situadas no centro Cultural Usina do Gasômetro.
Para realizar a inscrição o artista deverá apresentar:

1. Ficha de Inscrição
2. Portfólio contendo currículo e fotos
3. Projeto da exposição com previsão de número de imagens e respectivas dimensões

As inscrições ocorrerão no período de 26 de Outubro a 6 de Novembro de 2009

Informações
Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia
Av. Pres. João Goulart, 551 – Usina do gasômetro – 3º andar
F. 3289 8133/8135

O edital completo está postado abaixo, e pode ser encontrado, na íntegra (em word) no site:
www.portoalegre.rs.gov.br - link cultura – link editais
ou por e-mail galerialunara@gmail.com


______

Processo administrativo nº 001.036786.09.8
Concurso nº 13/09
Seleção de Projetos para Exposições Fotográficas
na Galeria dos Arcos e na Galeria Lunara / 2010.

REGULAMENTO

A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia, da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre – PMPA, comunica aos interessados que estará recebendo, de 26 de outubro a 6 de novembro de 2009, na forma da Lei 8.666/93, no que couber, na Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da SMC, a documentação referente a este Concurso:

1. Finalidade

O presente Regulamento tem por objeto a seleção de até 02 projetos para a Galeria Lunara e de até 03 projetos para a Galeria dos Arcos - ambas localizadas na Usina do Gasômetro – para o ano de 2010, sendo que cada projeto permanecerá em exposição por, no mínimo, 30 dias.

2.Participação

O presente concurso destina-se a fotógrafos em geral (amadores e profissionais).

3.Inscrições

3.1. As inscrições serão realizadas no período de 26/10 a 06/11/2009, das 9h às 12h e das 14h às 17h, na Coordenação de Cinema Vídeo e Fotografia - Usina do Gasômetro, Avenida Presidente João Goulart, 551, 3º andar, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, CEP 90010-120.

Inscrições encaminhadas via correio deverão ser postadas para o endereço acima, até a data limite da inscrição, 06 de novembro de 2009. Não serão aceitas inscrições com data de postagem posterior.

3.2. Os candidatos deverão apresentar, no momento da inscrição:

Ficha de inscrição preenchida (em anexo);

Portfólio contendo currículo (formação e exposições), com 08 a 10 fotos, para projetos destinadas à Galeria Lunara, e de 15 a 20 fotos para projetos destinadas à Galeria dos Arcos.

Projeto da exposição, com previsão do número de imagens e respectivas dimensões, para a ocupação da Galeria Lunara ou da Galeria dos Arcos.

4.Seleção das Projetos e Premiação.

4.1. Será designada uma Comissão de Seleção formada por 03 (três) membros, não remunerados, sendo 01 representante da Secretaria Municipal da Cultura e 02 profissionais vinculados ao meio fotográfico, que ficará responsável pela escolha das projetos dos candidatos.

4.2. A Comissão de Seleção é soberana em suas decisões e obedecerá a critérios como qualidade estética e adequação entre conceito e linguagem.

4.3. Conforme a Lei 8.666/93, art. 9º, os integrantes da Comissão de Seleção não poderão participar do presente Concurso.

4.4.Da decisão da Comissão de Seleção, ao habilitar ou inabilitar os projetos apresentados, caberá recurso administrativo até 05 (cinco) dias úteis após a publicação do resultado no DOPA, protocolado na Coordenação de Cinema, Vídeo e Foto. O recurso apresentado será julgado no prazo máximo de 05 (cinco) dias úteis.

4.5. O prêmio para os projetos selecionados consistirá em exposições nas Galeria dos Arcos ou Lunara - ambas localizadas na Usina do Gasômetro – para o ano de 2010, sendo que cada projeto permanecerá em exposição por, no mínimo, 30 dias e a divulgação, nos termos do item 10.1. deste Regulamento.

5.Montagem e Desmontagem

A montagem e a desmontagem, bem como todo o material necessário para a montagem, incluindo as molduras será de responsabilidade do fotógrafo.

6.Estrutura das Galerias

Ver plantas anexas.

7.Segurança

A Secretaria Municipal da Cultura não se responsabiliza por quaisquer danos sobre as obras expostas.

8.Datas das Exposições

As datas dos períodos disponíveis, objeto deste concurso, serão definidas posteriormente pela Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da SMC, em comum acordo com os fotógrafos cujos projetos forem selecionados.

9.Devolução dos Trabalhos

9.1.Os portfólios dos fotógrafos não selecionados serão devolvidos de 16 a 20 de novembro de 2009

9.2.Os portfólios dos artistas não residentes no município de Porto Alegre somente serão devolvidos por correio ao artista que enviar envelope selado para tal finalidade.

9.3.Os portfólios de fotógrafos residentes no município de Porto Alegre deverão ser retirados junto à Coordenação de Cinema, até 20 de novembro de 2009.

9.4.A Comissão Organizadora não se responsabiliza pela guarda do material não retirado no período.

10.Obrigações

10.1.Da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da SMC:

Impressão de 500 convites;
Envio de convites a autoridades, artistas e fotógrafos;
Divulgação institucional da exposição na imprensa.

10.2.Do Fotógrafo:

Fornecer as imagens da exposição digitalizadas, currículo e dados para divulgação, no mínimo 30 dias antes do início da exposição;

Fornecer arte-final e fotolitos do convite. A arte-final deverá ser submetida à aprovação da Coordenação de Comunicação Social/PMPA, com antecedência mínima de 45 dias da data marcada para a exposição.

Obs.: No convite deverá constar o logotipo da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, cuja arte será fornecida pela Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da SMC, como Realização.

Parágrafo único: Caso o fotógrafo descumpra as obrigações descritas no item 10, a CCVF não se responsabiliza pela divulgação da exposição e pela impressão do material gráfico.

11.Disposições Gerais:

11.1.É vedada a participação de servidores do Município de Porto Alegre, bem como de seus agentes políticos e seus parentes consangüíneos, ou afins, até o segundo grau.

11.2.Não será exigida qualquer contrapartida dos artistas ao Município, além das obrigações contidas no item 10.

11.3.Conforme disposto no art. 41 da Lei 8666/93, qualquer cidadão é parte legítima para impugnar Regulamento de licitação por irregularidade na aplicação desta Lei, devendo protocolar pedido até 5 (cinco) dias úteis da data fixada para abertura dos envelopes de habilitação, devendo a Administração julgar e responder à impugnação em até 3 (três) dias úteis, sem prejuízo da faculdade prevista no § 1° do art. 113.

11.4.As despesas decorrentes do presente Regulamento correrão pelas dotações 1003.2038 e 1003.2042.

11.5.A assinatura da Ficha de Inscrição implica na aceitação total das normas de funcionamento da Galeria dos Arcos e da Galeria Lunara da Secretaria Municipal da Cultura da Prefeitura de Porto Alegre.

11.6.Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora, observada a legislação pertinente;

12.Esclarecimentos:

Quaisquer esclarecimentos sobre o presente concurso, bem como o fornecimento dos anexos citados no presente regulamento poderão ser obtidos junto à Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura, sita à Usina do Gasômetro, 3º andar, fone (51) 3289 8133 ou (51) 3289 8135, e-mail: salapfgastal@smc.prefpoa.com.br

acesso ao regulamento:

http://www.portoalegre.rs.gov.br/cultura
www.galerialunara.blogspot.com
www.galeriadosarcos.blogspot.com

FICHA DE INSCRIÇÃO
Concurso para Exposições Fotográficas
Galeria dos Arcos e Galeria Lunara / 2010

Nome do Fotógrafo:

Telefone:

E-mail:

Endereço:

Cidade: UF: CEP:

Título do Projeto:

Em caso de inscrição em grupo, informar nome dos outros participantes:

*Título e Dimensão de cada obra especificados em folha anexa e também no verso das obras encaminhadas.


Projeto de exposição para: ( ) Galeria dos Arcos ( ) Galeria Lunara


Porto Alegre, de de 2009.

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Assinatura do Fotógrafo

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Confira imagens da exposição Inefável


Estas são 2 das imagens que fazem parte da instalação de Mauricio Ianês, que está sendo exibida na Galeria Lunara até dia 2 de setembro.
A instalação de Maurício apresenta oito telas-planas.
Nelas, oito cantores apresentam as oito letras da palavra inefável, título da exposição
Agradecimento especial ao Coral do DMAE:
Regência de Delmar Dickel
Preparação vocal de Rosana Lofrano
Cantores
Ingrid Lautert
Elisa Lautert
Carlos Adornes
Deonice Romero
Ana Maria dos Santos
Karina Solka
Clelia Mariza Marques
Valter Alexandre Gonçalves

Para saber mais sobre Maurício Ianês, acesse Galeria Vermelho

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Maurício Ianês na Galeria Lunara

Dando continuidade à parceria que vem desenvolvendo desde o ano de 2005 com a Galeria Vermelho, de São Paulo, a Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre inaugura no próximo dia 7 de agosto, às 19h, a exposição do artista Maurício Ianês, na Galeria Lunara (no quinto andar da Usina do Gasômetro).

A exposição tem o título de Inefável e exibirá a videoinstalação de mesmo nome realizada especialmente para a Galeria Lunara durante a passagem do artista por Porto Alegre, em julho último. Concebida com o apoio do Coral do DMAE, a obra decompõe a palavra inefável em oito letras, que se transformam em uma espécie de mantra na voz simultânea de oito cantores registrados em vídeo, cujos rostos aparecem em oito telas-planas dispostas nas paredes da Galeria. Ianês é um artista multimídia que vem recebendo ampla atenção no cenário artístico contemporâneo, especialmente através de suas performances, mais sabidamente aquela em que ficou duas semanas vivendo no prédio da Bienal de São Paulo, inicialmente nu e sem comida, cobrindo-se e alimentando-se exclusivamente daquilo que lhe era dado pelos visitantes da mostra de arte mais importante do País.

Maurício Ianês já participou de residências artísticas em cidades como Paris e Viena, além de ter exposto na conceituada Whitechapel Gallery, em Londres, em 2007, bem como em galerias na Islândia, no País de Gales, na Nova Zelândia, entre outros países.

A exposição Inefável pode ser visitada de terça a domingo (entre 9 e 21 horas), até o dia 2 de setembro. O coquetel de abertura da exposição acontecerá no dia 7 de agosto, às 19 horas.

Para contatar Maurício Ianês, entre em contato com a Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia pelo telefone 51 32898133 ou com o próprio artista pelo telefone 11 81140003.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ultima semana para visitar exposição O Riso e a Melancolia


Até dia 26 de julho, as exposições que integram o Projeto O Riso e a Melancolia, podem ser visitadas nas Galerias Iberê Camargo e Lunara, de terças a domingos, das 9 às 21h.

A exposição O Riso e a Melancolia é uma coletiva que reúne trabalhos em vídeo e fotografia assinados por nomes como Yves Klein, Paul McCarthy, Thomas Hoepker, Terrence Koh, Martín Sastre, Guto Lacaz, Kátia Prates e Yoshua Okon, vários deles expondo pela primeira vez no Rio Grande do Sul. Segundo os curadores Bernardo de Souza e Mariana Xavier, “variantes de um amplo espectro emocional, o riso e a melancolia respondem por estados de espírito e de ânimo aparentemente opostos, porém complementares. Não obstante as diferentes acepções destes termos no curso da História, eles permanecem tão emblemáticos quanto reveladores da experiência humana. Por esta razão, decidimos montar uma coletiva que mostrasse como a arte contemporânea vem abordando o tema”.

Mais detalhes no post abaixo.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Projeto O Riso e a Melancolia traz exposições para as Galerias Lunara e Iberê Camargo

De 26 de junho a 26 de julho de 2009
Galeria Lunara, Galeria Iberê Camargo e Sala P. F. Gastal

O RISO E A MELANCOLIA
Variantes de um amplo espectro emocional, o riso e a melancolia respondem por estados de espírito e de ânimo aparentemente opostos, porém complementares. Não obstante as diferentes acepções destes termos no curso da História, eles permanecem tão emblemáticos quanto reveladores da experiência humana.
Considerada uma doença na Grécia Antiga, a melancolia deixou de ser uma moléstia no período romântico, quando se difundiu a ideia de que os indivíduos por ela afetados estariam a experimentar algo de profundamente enriquecedor para a alma humana.

Desde o século XX, entretanto, mais precisamente a partir das teorizações de Sigmund Freud, a melancolia foi comparada ao estado de luto, sem que, contudo, fosse constatada nela uma perda real, senão uma perda narcisista ou emocional.

O riso, por seu turno, consiste na expressão física motivada por diferentes naturezas de humor, tais quais a sátira ou a ironia, que estão intimamente relacionadas ao contexto sóciocultural de onde emergem e que as enseja. Quer na filosofia, quer na psicologia, o riso se estabelece como reação aos estímulos de ordem intelectual, configurando-se em um fenômeno fundamentalmente humano. De acordo com o filósofo francês Henri Bergson, caso o mundo fosse habitado por seres totalmente desprovidos de emoções, e exclusivamente movidos pela racionalidade, ainda assim haveria o riso, porque resultante de um processo mental que decorre de julgamentos morais. De maneira inversa, em um mundo dominado exclusivamente pelas emoções, o riso não seria possível, e o excesso de sentimentos nos envolveria numa atmosfera puramente melancólica.

A temática dessa mostra - o riso e a melancolia - partiu de nosso desejo de discutir esses dois extremos do humor em relação a seus papéis na história da arte. Há alguns séculos, a melancolia tem interessado às artes com algum destaque, embora diversamente facetada dependendo do momento histórico ou artístico que a explorou. Já o riso, surpreendentemente, ganhou pequena atenção no contexto da crítica de arte, algo que vem mudando na contemporaneidade com o surgimento de importantes publicações sobre o tema, e com o resgate de alguns textos clássicos sobre o assunto, como os dos supracitados Bergson e Freud.

Por tudo isso, é com muito entusiasmo que trazemos a público a exposição O Riso e a Melancolia, uma empreitada inédita para ambos, e à qual dedicamos bastante tempo e trabalho. Não apenas somos curadores de primeira viagem, como também não temos a pretensão de exaurir a temática, mas decidimos ir adiante com essa tarefa por estarmos confiantes de que nossas escolhas - as quais incluem alguns artistas nunca antes apresentados no Brasil - serão um deleite para o público das Galerias Lunara e Iberê Camargo, bem como da Sala P. F. Gastal.
A quem soar exagerada tal afirmação, convidamos a comprová-la assistindo aos vídeos dos latino-americanos Yoshua Okon e Martín Sastre, bem como do importantíssimo artista norte-americano Paul McCarthy. Este último terá a Galeria Lunara dedicada exclusivamente à apresentação de seu vídeo Painter, o qual faz uso de certa linguagem televisiva para debochar do mundo artístico e das razões que podem levar o artista a permanecer criando. Esses três trabalhos mostram como o riso pode ser útil na construção de uma crítica social e política, ao tempo em que a reflexão por eles provocada está embebida numa inegável melancolia.


Teremos a grande honra de exibir a emblemática fotografia Saut Dans le Vide, do francês Yves Klein, sem dúvida uma das obras de arte mais importantes do século XX: um ato suicida, representado com visível deleite na expressão do artista, de braços abertos em seu salto para o vazio. Vazio também abordado por Kátia Prates de maneira sublime em sua apresentação de um céu de azul intenso, cuja extraordinária beleza beira o absurdo.
Apresentaremos ainda os comentários fotográficos do paulista Guto Lacaz, os quais revelam o saudosismo inerente à atual passagem da tecnologia analógica para a digital, porém de maneira bem-humorada.

Impossibilitados de trazer a Porto Alegre uma obra do norte-americano Jeff Koons – nome definitivo para a discussão do humor na arte contemporânea –, decidimos exibir um documentário sobre sua trajetória artística. Seus trabalhos visualmente deslumbrantes remetem à melancolia da infância perdida e ao fascínio pelo estrelato não desprovido de ironia. Esse filme será exibido ao lado de uma performance de Terence Koh, cujas relações com o mercado de arte não deixam também de ser bem humoradas, quer seja pelas cifras astronômicas alcançadas por suas desconfortáveis obras, quer pela apresentação desavergonhada do sexo e de sua intensa vida privada.

Outro destaque dentro da mostra é o norte-americano William Wegman, que embora seja um nome capital quando se trata do humor na arte contemporânea, permanece pouco conhecido no país; seus vídeos de cães Weimaraners antropomorfizados retêm a tristeza do olhar canino, causando no espectador um sorriso melancólico.
Ausente dessa mostra, o humor da arte britânica nos anos 1990 deu a tônica ao debate acerca da produção artística contemporânea, a exemplo do que já havia sido feito pelo Dadaísmo no início do século XX. A ironia, quintessência da cultura inglesa, marcou aquela década que antecede o ataque terrorista às Torres Gêmeas, aqui representado em tons saturados pelo célebre fotógrafo da agência Magnum, Thomas Hoepker, que revestiu a tragédia de 11 de setembro de 2001 com matizes daquela fina ironia.

Se ao final do século XX o humor pareceu ser a chave para um mundo carente das perspectivas históricas modernistas, o início do século XXI, após o inevitável confronto com a orquestrada tragédia de dimensões épicas em Nova Iorque, recuperou ambos os registros como complementares e essenciais à percepção dos fenômenos contemporâneos.

Bernardo José de Souza e Mariana Xavier
Curadores

Bernardo José de Souza é Coordenador de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Porto Alegre e professor da ESPM e FEEVALE. Especialista em fotografia e moda pelo London College of Fashion , foi colaborador das revistas Vogue, i-D e do jornal Folha de São Paulo.

Mariana Xavier é artista visual, formada em jornalismo pela UFRGS, é mestranda em Poéticas Visuais no curso de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS.

Coquetel de abertura da exposição dia 26 de junho,
às 19h 30min, na Galeria Iberê Camargo.


OS ARTISTAS

YVES KLEIN
Nascido em 1928, na
França, Klein viveu pouco mais de 34 anos, ao longo dos quais logrou desenvolver uma obra que hoje o situa entre os mais importantes artistas do século XX. Considerado por alguns como um Dadaísta tardio, ele é comumente visto como um enigmático precursor da arte contemporânea. Criou, em 1960, ao lado do crítico Pierre Restany e do amigo Arman Fernandez, o movimento Novo Realismo, quatro anos antes de sua morte, após o terceiro infarto consecutivo.
A noção de vazio é central para a compreensão da obra de Klein, que se utilizou dos mais divers
os suportes - escultura, pintura, música, performance e fotografia - para comunicar-se com o público, o qual deveria ser capaz de simultaneamente sentir e entender suas criações.
A imagem em exposição na Galeria Iberê Camargo - Saut Dans le Vide - foi primeiramente publicada no jornal Dimanche, em 27 de novembro de 1960 - na realidade uma espécie de livro de artista.
PAUL McCARTHY
Paul McCarthy
nasceu em Salt Lake City, Utah, em 1945. O reconhecimento de seu trabalho veio de suas intensas performances e seus vídeos baseados em tabus, tais como o corpo, a sexualidade e os rituais de iniciação. A carreira de McCarthy também explora temas como família, infância e violência, ao mesmo tempo em que utiliza fluidos corporais, tinta, catchup e maionese para gerar críticas intrincadas e grotescas de ícones culturais. Seus trabalhos já foram exibidos por grandes instituições como o Whitney Museum, a Tate Modern e o MoMA NY.
O vídeo exibido nessa mostra, Painter, é uma ácida paródia do final da carreira do pintor Willem de Kooning, bem como do sistema das artes em geral. O pintor, vivido pelo próprio Paul McCarthy, debate-se em seu atelier com pincéis e tubos gigantes de tinta e cocô. O vídeo completa-se com aparições de uma galerista e colecionadores alemães, retratados com a cruel e gosmenta graça característica dos trabalhos do artista.

THOMAS HOEPKER
Estudou história da arte e arqueologia antes de se tornar fotojornalista, na década de 1960, cobrindo reportagens em todas as partes do mundo. Em 1964, a lendária ag
ência de imagens Magnum, (da qual seria presidente entre 2003 e 2006) passou a distribuir seu trabalho. Foi câmera e produtor de documentários para a televisão alemã até mudar-se para Nova Iorque, em 1974, quando tornou-se correspondente da revista Stern, para a qual trabalharia mais tarde também como diretor de arte. Especializado em reportagem e conhecido por suas imagens coloridas e estilizadas, ele hoje vive em NY, onde dirige documentários para a TV e onde fotografou a emblemática imagem das Torres Gêmeas, vistas do Brooklyn, em 11 de setembro de 2001. Recebeu diversos prêmios prestigiosos como o Kulturpreis e exibiu em 2007 cerca de 230 fotografias suas, feitas em 50 anos de trabalho, numa grande exposição que itinerou pela Europa.

WILLIAM WEGMAN
Pela primeira vez no Brasil, serão exibidos os vídeos de William Wegman, artista norte-americano que começou sua carreira em meados dos anos 60 e é mais con
hecido como “o artista dos cachorros Weimaraners”. Muito mais do que isso, Wegman é um nome essencial ao pensar-se em riso e melancolia na arte contemporânea, e a seleção aqui apresentada cobre mais de três décadas do trabalho do artista, que também trabalha com fotografias, pintura e desenho.
William Wegman teve uma retrospectiva de sua carreira em 2006 no Brooklin Museum of
Art e teve seus trabalhos exibidos no Whitney Museum e no MoMA, também em Nova Iorque, bem como no Stedelijk Museum de Amsterdã e no Centre Pompidou, em Paris. Sua carreira iniciou-se com a exibição de seus trabalhos na 5ª Documenta de Kassel, em 1972, e na mostra Quando as atitudes tomam forma na Suíça em 1969.

MARTÍN SASTRE
Martín Sastre é um dos mais importantes artistas visuais latino-amer
icanos. Seus divertidos vídeos combinam o universo da cultura pop, delírios futuristas e ficcionais, deboche ao mundo das artes e à política. Nascido em Montevideo em 1976, Martín exibiu seus vídeos em exposições individuais e também em Bienais como a Bienal de Busan, na Coreia do Sul (2008), Ushuaia, na Argentina (2007), Bienal da Imagem de Genebra (2006), Veneza (2005), São Paulo (2004), Havana (2003), Praga (2002) e Mercosul (2001).
Em seus trabalhos, a América Latina vira uma superpotência mundial em um futuro nem tão distante; Lady Di está viva em uma favela de Montevideo; Nadia Comaneci inspira um jovem zumbi romeno chamado Pepsi; Michael Jackson toma chá com a avó de Martín; uma Hello Kitty freira encontra Madonna em Londres. No vídeo exibido aqui, KIM X LIZ, o presidente da Coreia do Norte Kim Jong II vive uma história de amor com Elisabeth Taylor.

YOSHUA OKON
Desde o final dos anos 90, o
artista mexicano Yoshua Okon vem trabalhando com performances e vídeos, embora também explore outras formas de expressão artística. Seus trabalhos se situam no limite entre o documentário e a ficção, e procuram, de maneira bem-humorada, trazer à tona questões culturais, sociais ou políticas desconfortáveis. Seus trabalhos já foram exibidos na The Hayward, em Londres, no PS1 MoMA, de Nova Iorque, no Getty Center e estão na Coleção Jumex, do México.
O vídeo Presenta, exibido na galeria Iberê Camargo, é um
loop eterno de logotipos de empresas estatais mexicanas, ao estilo dos créditos iniciais dos longa-metragens latino-americanos – dependentes do financiamento público para sua realização. Ao mesmo tempo em que esperamos o filme que nunca começa, refletimos sobre todo o sistema de realização cinematográfica que tão bem conhecemos no âmbito da produção audiovisual brasileira.

GUTO LACAZ
Guto Lacaz já era artista multimídia an
tes mesmo dessa denominação entrar em uso: é performer, inventor, desenhista, ilustrador, designer, cenógrafo, editor de arte etc. Sua produção transita entre o design gráfico, a criação com objetos do cotidiano e a exploração das possibilidades tecnológicas na arte, sempre tratada com humor e ironia. O artista mostra-se extremamente coerente com a variedade de lugares e situações onde apresenta seus trabalhos: de galerias e museus a teatros, espaços públicos e a televisão.
Os dois trabalhos aqui exibidos são chamados por Guto de comentários fotográficos, olhares sobre a fotografia e a profunda transformação
pela qual essa técnica passou nos últimos anos. O raio-x de uma paciente improvável e um aparato analógico que sustenta o digital tem, evidentemente, um caráter saudosista. O humor imbuído nesses trabalhos, entretanto, os traz de volta imediatamente à contemporaneidade.
KATIA PRATES
Realizou suas últimas in
dividuais em 2006 com “Árvores, Paisagens, Horizontes” na Galeria dos Arcos/Usina do Gasômetro em Porto Alegre e em 2003, com fotografias da série “Paisagens”, no Centro Cultural São Paulo; anteriormente expôs no Museu de Arte RGS, Museu de Arte Contemporânea/RS e Funarte/RJ. Katia Prates é doutoranda em Poéticas Visuais pelo Instituto de Artes/UFRGS e tem especialização em arte e tecnologia na School of the Art Institute of Chicago.
Nesta mostra, a artista apresenta sua particularíssima visão do vazio, fotografando de maneira sublime um céu de azul intenso, cuja extraordinária beleza beira o absurdo.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ganhadora da obra de Kátia Costa

Durante a abertura da exposição [MOVE_VERSÃO_2.0_PED] dia 21 de maio de 2009, Katia Costa sorteou um trabalho de sua autoria.


A ganhadora foi Sandra Seewald, de Novo Hamburgo.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Katia Costa inaugura exposição dia 21 de Maio



A partir da próxima quinta-feira, dia 21 de maio, às 19h, a Galeria Lunara inaugura exposição de Katia Costa, intitulada [MOVE_VERSÃO_2.0_PED], que reúne montagens de imagens em P & B, formando quebra-cabeças onde o movimento e o gesto de montar, organizar e repensar as peças, formou mosaicos com novas imagens com características próprias e informações variadas.
As imagens foram obtidas através da captura de imagens de deslocamentos, com o objetivo de formar “linhas de composições geométricas”, narrativas que ilustram trajetórias fictícias, linhas e formas montadas, para formar um novo espaço.

Katia Costa é fotógrafa e artista plástica. Bacharel em Artes Plásticas, com ênfase em Fotografia, pela UFRGS, atualmente cursa Licenciatura em Artes Plásticas, na mesma instituição. Trabalha com a fotografia, instalação, escultura e gravura. Fundou o Atelier de Arte Plano B, onde desenvolve seus trabalhos. Já realizou diversas exposições individuais e coletivas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Minas Gerais e Itália, tendo sido premiada em diversos Salões, dentre eles: Prêmio Aquisição 18º Salão de Artes Plásticas Câmara Municipal de Porto Alegre, Prêmio aquisição no 7º Salão Nacional de Arte de Jataí, Go , indicada ao Prêmio Açorianos de Arte Visuais 2007, Prêmio Exposição no VII Concurso de Artes Plásticas Contemporâneas 2006, Goethe-Institut Porto Alegre, Vencedora Regional do 18º Salão Jovem Artista, dentre outros.

LINHAS DE PERCURSO

O foco deste texto é trazer reflexões sobre a série de fotografias da artista Kátia Costa, intitulada [MOVE_VERSÃO_2.0_PED], criada pela repetição de imagens que se articulam para compor conjuntos de trabalhos da exposição. Com a intenção de elucidar questões relativas à práxis, é pertinente analisar o processo criativo por meio do qual a obra se faz e, inclusive, o conceito de repetição como o seu instaurador.
O gesto formalizador dos grupos de imagens é dirigido para provocar uma reação no imaginário de quem olha, já que as estruturas labirínticas instigam a pensar os seus significados. Cada conjunto fotográfico contém em si repetições de imagens, em que a ordem formal é escolhida dependendo do peso de suas semelhanças e diferenças.
O que Kátia pretende é organizar desenhos geométricos construídos por linhas horizontais e verticais. Essas linhas de percurso não indicam um caminho único para fruir a obra, pois o percurso linear permite deslocamentos em todos os sentidos: de cima para baixo, da esquerda para a direita em uma tentativa de reconhecer o significado das associações entre as imagens. Esse primeiro contato com as fotografias suscita um desejo de buscar novas correspondências diante do que vemos, ou seja, um novo recorte que objetiva o todo. Entre as linhas de fotos justapostas, surgem pequenos intervalos, espaços vazios, que condicionam a uma parada estratégica, visto que o olhar fica suspenso para depois partir em nova investida de fruição. As linhas surgem do arranjo dos elementos e tecem um fino jogo, em que os sentidos captam e subvertem as imagens em infinitas possibilidades para o olhar.
O processo artístico revela-se, ao mesmo tempo, criação e descoberta. Na obra em desenvolvimento, surge o acaso e muitas vias para a sua execução, todas parecendo instigantes e sedutoras. O trabalho começa a se construir fisicamente depois que a captura das imagens é feita e processada. Essas fotografias são narrativas de trajetórias fictícias originadas do movimento de alguém caminhando em determinado lugar. O quebra-cabeça sugerido por Kátia está revestido de senso lúdico, no sentido de jogo formal, e, também, de prazer pelo jogo, apontado quando ela monta e remonta, distribuindo as peças para gerar um novo espaço. A cada nova série, as imagens incorporam características próprias e portam novas informações.
A estrutura da obra, geometrizada e ordenada, transforma-se em uma unidade na qual a diversidade e a semelhança criam tensões em seu interior. A natureza híbrida de sua compleição faz emergir repetições significativas, isto é, cada linha elaborada nunca mais será a mesma, uma vez que ela não retorna ao mesmo lugar. Kátia procura a variação por meio da repetição em que o sentido do “eterno retorno” aparece como uma reiteração, pois o que sucede é sempre diferente do que já foi visto. As imagens que fundamentarão a obra são as responsáveis pelo desencadeamento de novas obras, produzindo uma série a partir de diferenças, aproximando-as do conceito de repetição que interessa à arte. Deleuze nos diz que “toda repetição é transgressão” (1988, p.24), já que ela é paradoxal à individualidade do objeto único.
Kátia Costa propõe uma viagem por intermédio de um jogo de imagens e nos mostra a versatilidade do trabalho tramado por meio da linguagem fotográfica. A imagem estática nos é dada em movimentos, percursos e metáforas, indicando uma obra sempre inacabada, em constante devir, porque, a qualquer momento, ela pode ser retomada, metamorfoseada e, por essa razão, adquirir novos significados.

Ana Zavadil – Curadora de Arte

Referências
Deleuze, Gilles. Diferença e repetição. Rio de Janeiro: Graal, 1988.