quarta-feira, 25 de abril de 2012

Mostra África - conheça mais sobre os artistas

Até dia 13 de Maio a Mostra Além do Apartheid pode ser visitada na Galeria Lunara.
Conheça mais detalhes sobre os artistas que estão apresentando fotos e vídeos no local.




Cameron Platter - nasceu em Johannesburg, em 1978. Atualmente vive e trabalha em KwaZulu Natal, na África do Sul.

Graduado em Pintura pela Michaelis School of Fine Art, tem realizado inúmeras exposições, em que se destacam o Impressions from South Africa, 1965 to Now, no Museum of Modern Art, em Nova York, Too Much of Anything is Very Dangerous, no Hilger Contemporary em Vienna, Austria. Possui trabalhos, ainda, na coleção permanente do MoMA, NovaYork, no Centro FRAC, Orléans, França, e do Iziko Sul Africano National Gallery. Seu trabalho tem sido destaque The New York Times, Vice Magazine, Jornal NKA Africano de Arte Contemporânea, Artforum, Art Sul e África.

Seus vídeos dialogam com imagens da moralidade contemporânea - sexo, violência, desejo, religião, política - criando novos e explosivos significados através da sátira, fantasia e subcultura.

Dan Halter - Halter traz a experiência de um zimbabweano branco que atualmente vive na África do Sul.

Entre suas principais exposições se destaca never say never, no Derbylius Gallery, em Milão, tendo exposto ainda na Alemanha, Reino Unido, Bélgica, Egito, Holanda, França, etc.
Foi várias vezes premiado por seu trabalho, tendo realizado residência artística no Rio de Janeiro, em 2008, através do projeto VideoBrasil.





David Goldblatt nasceu em Randfontein, na África do Sul em 1930. Seu trabalho é voltado à fotografia, retratando, principalmente, a história e a realidade da África do Sul.
Em 1989 fundou o Market Photography Workshop desenvolvendo um projeto de alfabetização visual, em especial de jovens afetados pelo Apartheid.

Em 1998, Goldblatt se tornou o primeiro Sul Africano a apresentar uma individual no Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York. Entre suas principais exposições estão South African Photographs no Jewish Museum, em Nova York, Modern Art em Oxford, na Inglaterra.

Em 2001, uma retrospectiva de sua obra percorre algumas das maiores galerias e museus ao redor do mundo, como Nova York, Barcelona, Roterdã, Lisboa, Bruxelas, Munique, etc. Ainda em 2001 participa da Bienal de São Paulo.



Kudzanai Chiurai - Considerado como parte da geração Born Free do Zimbabuwe, nasceu em 1981, um ano após o país se tornar independente da Rodésia, tendo sido o primeiro estudante negro a se graduar com BA Fine Art pela Universidade de Pretoria.
Pintor e fotógrafo, tem também seu trabalho como produtor, editor e designer intimamente ligado ao seu ativismo político.
Entre suas principais exposições, destacam-se The revolution will not be televised, no Brixton Art Gallery, em Londres e ParisPhoto Exhibition, em Paris.



Nontsikelelo Veleko - Nascida em 1977, em Bodibe, na África do Sul, Lolo, como é conhecida, vive e trabalha em Johannerburg. Entre seus principais trabalhos destacam-se as exposições Armory Show, realizada na Goodman Gallery,e Flow, no Studio Museum in Harlem, também em Nova York.
Participa, dentre outras da Not So Black and White, na Contemporary South African Art, Kyle Kauffman Gallery, New York, USA.
Considera-se uma fotógrafa de rua, sendo influenciada pelo hip-hop e em suas fotos se percebe o orgulho de ser africana.





William Kentridge é sul-africano, nascido em 1955. Seu trabalho se compõe, principalmente, por pinturas, desenhos e filmes animados. Além de ter frequentado a Universidade de Witwatersrand, Joanesburgo e a Johannesburg Art Foundation, Kentridge estudou mímica e teatro na L'École Internationale de Théâtre Jacques Lecoq, em Paris. Em 1998, uma exposição retrospectiva da sua obra foi organizada pelo Palais des Beaux-Arts em Bruxelas, sendo levada, depois, a museus em toda a Europa durante 1998/2001.

Entre suas principais exposições destacam-se William Kentridge: Tapestries, no Philadelphia Museum of Art, na Philadelphia e William Kentridge, no Contemporary Art Museum, em Houston, tendo ainda participado da Documenta de Kassel de 1997.

Kentridge considera-se, antes de tudo, um desenhista. Ele tem uma técnica muito peculiar, criando as sequências de suas animações a partir de um único desenho que é modificado, apagado, rasurado.


Jodi Bieber - Nasceu em 1967, na África do Sul.

Os cursos realizados na Market Photography Workshop (fundada por Godblatt), são o ponto de partida de sua trajetória como fotógrafa. Depois de estudar na MPW ela construiu uma carreira de sucesso, tendo trabalhado para o The Star (onde participou de um programa de formação fotográfica com o falecido Ken Oosterbroek) . Ela continuou a trabalhar lá, antes e durante os primeiros tempos de democracia na África do Sul, fotografando os jovens que vivem à margem da sociedade. Publicou fotos na New York Times e também atuou em projetos especiais para organizações sem fins lucrativos como Médicos sem Fronteiras.
Paralelamente ao trabalho de fotojornalismo, onde vários colegas foram mortos ou cometeram suicídio, Jodi desenvolvia seu trabalho autoral.
Reconhecida por suas imagens contundentes, registro de atrocidades cometidas em nome de valores religiosos e políticos, já foi premiada 8 vezes no World Press Photo, a última delas em 2010, onde retrata uma jovem afegã que tem as orelhas e nariz decepados pelo marido, ao tentar fugir de casa, por determinação do Talibã.


Athi-Patra Ruga – Athi nasceu em 1984, Umtata, África do Sul.
Estudou História da Moda e Design na Gordon Flack Davison Design Academy in Johannesburg e recentemente foi incluido no livro ‘Younger Than Jesus’, uma lista dos 500 melhores artistas do mundo com nenos de 33 anos, Athi-Patra possui trabalhos em coleções públicas e privadas em diversos locais do mundo como Museion - Museum of Modern and Contemporary Art, Bolzano Italy; CAAC - Pigozzi Collection e The Wedge Collection, Iziko South African National Gallery.
O talentoso artista cria obras através de têxteis, vídeo, fotografia, performance e intervenções. Seu trabalho atual aborda questões da sexualidade, política de gênero e as complexidades das influências do primeiro e terceiro mundo na África do Sul contemporânea.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Video B.U.T.W.A II de Cameron Platter na Lunara


Cenas do video de Cameron Platter, B.U.T.W.A II, Cortesia Whatiftheworld Gallery, que está em exibição na Mostra Além do Apatheid, na Galeria Lunara até dia 13 de maio.


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Além do Apartheid segue na Galeria Lunara

Até dia 13 de maio a mostra Além do Apartheid pode ser visitada na Galeria Lunara.

Abaixo imagens do vídeo de Athi-PatraRuga, After he Left (Cortesia Whatiftheworld Gallery).


A mostra traz, ainda, fotos e vídeos de William Kentridge, David Goldblatt, Dan Halter, Jodi Bieber, Kudzanai Chiunai, Nontsikelelo Veleko, e Cameron Platter.

Visitação de terças a domingos, das 9 às 21h

quinta-feira, 22 de março de 2012

ALÉM DO APARTHEID


MOSTRA DISCUTE RAÇA, SEXO E POLÍTICA

NA ÁFRICA CONTEMPORÂNEA

Essencialmente sincrética e miscigenada, a África do Sul destaca-se do “continente esquecido” como uma sociedade emergente em termos culturais, políticos e econômicos. À fusão racial promovida pelo colonialismo holandês e britânico entre os séculos XVII e XIX e os terríveis anos do Apartheid, somou-se a atual imigração originada em nações vizinhas, como o Zimbabue, fazendo do país um tabuleiro cultural cuja intrincada trama promoveu a assunção de uma cena artística contemporânea extremamente consistente e criativa.


Para dar visibilidade a este movimento, a Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre inaugura no próximo dia 27 de março, às 19h, uma nova programação em dois espaços na Usina do Gasômetro, Além do Apartheid – Raça, Sexo e Política na África Contemporânea, que inclui uma exposição na Galeria Lunara (5º andar) e uma mostra de 11 filmes na Sala P. F. Gastal (3º andar).

A EXPOSIÇÃO

A exposição coletiva que ocupa a Galeria Lunara traz pela primeira vez a Porto Alegre uma pequena mas significativa mostra da arte produzida na África do Sul, seja por sul-africanos ou mesmo por imigrantes vizinhos lá residentes ou tornados conhecidos por galerias daquele país. A mostra inclui nomes consagrados como William Kentridge (já conhecido dos porto-alegrenses por sua participação na Bienal do Mercosul) e David Goldblatt, a jovens expoentes como Dan Halter, Jodi Bieber e Kudzanai Chiurai, passando por Nontsikelelo Veleko, Athi-Patra Ruga e Cameron Platter.

Segundo o Coordenador de Cinema, Vídeo e Fotografia da SMC, Bernardo José de Souza, “a produção artística da África do Sul cresce em qualidade e visibilidade, ao lado de nações igualmente emergentes como a brasileira, a chinesa, a muçulmana, a hindu e a russa, mas diferentemente da nossa produção, porém, a deles possui caráter eminentemente político, não no sentido aviltante da arte política, e sim no de uma arte cujos frutos estão embebidos em política, justamente por se originarem no altruísmo e não no refresco da alienação”.



Detalhes da Mostra de Filmes em http://www.salapfgastal.blogspot.com/

quarta-feira, 14 de março de 2012

Mariana Xavier fala sobre sua exposição na Galeria Lunara

Romário, Silvio Berlusconi, Cher e Narcisa Tamborindeguy. Essas são algumas das celebridades que compõem a exposição “Mortos-Vivos”, de Mariana Xavier. Graduada em Jornalismo e mestre em Poéticas Visuais, Mariana alia a arte e a comunicação para lidar com temas que abordam o comportamento social e o mundo das celebridades. Com humor, a artista garimpa os assuntos cotidianos e pautas midiáticas para propor reflexões em uma sociedade cada vez mais conectada com o mundo.


Como a exposição foi criada?
Esta exposição foi exibida entre o final de 2011 e o início de 2012 em Belo Horizonte, e está sendo mostrada pela primeira vez aqui em Porto Alegre. O trabalho fotográfico foi criado para essa exposição em BH, que fez parte de um edital em que eu passei há uns dois anos atrás. Mas eu já tinha a idéia dessa exposição, da lista de nomes, os mortos-vivos há mais tempo.

E como funciona o trabalho?
São 45 celebridades e ela tem o nome de “Mortos-Vivios” por duas razões: a primeira é que, geograficamente, dentro da exposição, eles estão divididos em dois painéis; entre os que estão vivos e os que morreram. Até o momento, a única que já morreu é a Lily Marinho, por isso ela está sozinha, à espera dessas outras pessoas. Mas o título também é uma reflexão, uma brincadeira sobre o papel que essas celebridades têm em nossas vidas. Nunca se teve um culto à celebridade tão grande, embora, claro, isso não é de hoje. A gente sempre teve esse olhar para os mais privilegiados, para os mais bonitos, pros mais ricos. Então, num certo sentido, me parece que essas pessoas não vivem a mesma vida que a gente; que para nós, “o público normal”, essas pessoas só vivem bidimensionalmente, num certo sentido, na televisão, nas revistas. Vivem uma vida que a gente idealiza. Então, não deixa de ser uma brincadeira com isso também.

Qual foi o critério de escolha das celebridades?
Foi uma coisa de gosto pessoal. Eu comecei a pensar em figuras de que eu gostava, de que eu gosto, como o Sílvio Santos, como a Narcisa Tamborindeguy. Tinha que ter um elo afetivo. Entretanto, a partir do momento em que eu defini que isso ia virar um trabalho, que eu precisaria colocar essa idéia em prática, os critérios começaram a se alterar um pouco. A exposição tem 45 pessoas, e eu não posso mais tirar ou colocar ninguém, pois a graça é, que conforme o tempo for passando, essas pessoas vão passando de uma parede para a outra. Então, à medida que o trabalho foi ficando real, eu também comecei a pensar em pessoas que eu acho que permanecerão conhecidas daqui 20, 30 anos, que eu acho que permanecerão no imaginário do público pelo tempo que eu espero que o trabalho dure.

Nos teus trabalhos, no teu histórico, tu usas muito o humor e a ironia. Por que essa escolha? Como tu achas que isso atrai ou impacta o público?
A escolha do humor vem há bastante tempo, e eu acho que isso se formalizou no momento em que eu fui fazer mestrado em poéticas visuais no Instituto de Artes da UFRGS. Analisando a minha própria produção artística, eu me propus a estudar o humor e suas vertentes, tais como a sátira e a ironia. A partir daí, eu me dei conta de que isso estava no meu trabalho. Então, no momento em que eu formalizei isso no ambiente acadêmico, eu comecei a refletir como isso aparece. Se tem graça o trabalho, é o público quem decide; eu tenho certamente a intenção, mas, se funciona ou não, não cabe a mim dizer. Mas, pessoalmente, o que importa, além de ser a maneira como eu me expresso, de ser ter muito a ver com meu jeito de ser e de me atrair muito, isso tem muito a ver com o papel comunicativo do humor. O humor só existe com a comunicação. Eu preciso muito que as coisas que eu faço sejam acessíveis pra qualquer um. Me incomodo com muitas vertentes arte-contemporâneas que são herméticas, que necessitam de um texto explicativo para as pessoas entenderem, ou trabalhos que as pessoas chegam nas galerias e não conseguem decifrar o processo do artista pois não está claro ali. Pessoalmente, eu não gosto disso. Eu preciso que qualquer um possa chegar ali e se comunicar com o trabalho. Não é nem uma questão de entender ou não, pois isso não existe em arte, mas, que eu não precise de um texto explicando. Acho que o uso do humor está muito vinculado com esse meu desejo de não ficar restrita ao público de arte ou precisar de um menor número de subterfúgios para me comunicar com as pessoas.

E quais são tuas principais inspirações para realizar os trabalhos?
É uma pergunta difícil, porque as inspirações surgem. Eu tenho um caderninho, onde nas últimas páginas eu vou anotando as idéias. Mas eu acho que tem uma área que me inspira muito, que é a mídia. Eu vejo muita tv, estou sempre lendo sites de notícia, lendo jornal. Também me interessam as notícias de variedade, e é aí que entram as revistas, sites de fofocas. É uma maneira que eu tenho de me comunicar com as pessoas, de ter assunto. Para mim, acompanhar a mídia, estar a par disso, não só é minha fonte de inspiração, como é minha maneira de estar no presente.

Há perspectivas de novos trabalhos?
Não tenho nenhuma nova exposição, nada agendado, estou inclusive me inscrevendo para alguns editais para residências artísticas, na expectativa de ver se eu consigo passar um período dedicado somente à minha produção. Mas a minha vontade agora é mudar um pouco de área e dar um estímulo à escrita. Estou com vontade de escrever, vontade de talvez fazer um livro de artista, mas, no momento, são só conjecturas. Ainda não sei que corpo vai ter isso, mas pretendo sair um pouco do audiovisual e partir para a escrita. Daqui a pouco pode mudar tudo, mas a princípio é isso que eu vou fazer esse ano.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Abertura concorrida da exposição de Mariana Xavier


Ontem à noite foi aberta ao público a exposição Mortos Vivos de Mariana Xavier. O coquetel, bastante concorrido, contou com apoio da Casa Valduga.

A exposição permanece aberta à visitação até dia 18 de março, de terças a domingoas, das 9 às 21h.



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Convite abertura exposição Mariana Xavier




Convidamos todos para abertura da exposição de Mariana Xavier,
intitulada Mortos Vivos, dia 1º de março, às 19h, na Galeria Lunara.
A exposição permanece aberta à visitação até dia 18 de março.

Confira abaixo texto de Julia Rebouças, do Instituto Inhotim, sobre a mostra, que foi apresentada em Belo Horizonte, na Fundação Clóvis Salgado - Palácio das Artes._______________________

Por uns bons drink

Sendo os textos de exposição, em paredes ou catálogos, gêneros previsíveis e aborrecidos - para não dizer conservadores -, certamente Mortos Vivos, de Mariana Xavier, merecia palavras mais descontraídas. Como parte de um suposto sistema de alta cultura, um texto como este deveria trazer referências teóricas elaboradas,que fizessem sentido ou não. Certa acidez e pitadas de ambiguidades seriam muito bem vindas. Tal texto não só poderia como deveria associar a obra da artista a outros nomes, forjando junto com eles novos paradigmas. Tudo dentro da mais perfeita ordem, exceto pelo fato de que o trabalho de Mariana Xavier não precisa de nada disso.

Nesta mostra, composta por vídeos, filme e uma instalação fotográfica, a artista apresenta com
perspicácia um conjunto de obras que se relaciona com o vocabulário cotidiano da televisão, das
revistas de entretenimento e, sobretudo, com o enorme nicho dedicado às celebridades, anônimas ou não, que ganha cada vez mais espaço na internet. O aparente amadorismo que traz na linguagem e na formalização de suas obras ecoa justamente as tantas imagens produzidas por personagens que insistem em fazer de sua vida privada tema de apelo público.

Em um de seus vídeos, a artista é vista descansando num cenário cafonamente desolador. Nada
numa piscina vazia, brilha sob o sol escaldante e se refresca com um drink cujo enfeite desmorona antes mesmo de a cena acabar. O letreiro que se desenha à nossa frente festeja: como é bom ser rica! Basta um breve contato com youtubes, twitters e facebooks para entender que a interlocução da artista vem desse universo, de seus personagens, de padrões e desejos de consumo que se esvaziam antes mesmo de serem alcançados.

Mariana faz parte de uma novíssima geração de artistas gaúchos que elegeu para sua produção o
suporte do vídeo e a irreverência da linguagem. Não abre mão, no entanto, de uma certa nostalgia na construção de suas ideias e imagens, formalizada no uso de dispositivos fílmicos, filtros, cores e texturas hoje já associados ao maquinário analógico dos super-8 e das películas.

O trabalho de Mariana, particularmente, carrega o mérito e a segurança daqueles que são capazes de rir de si mesmos, de desconfiar de suas próprias escolhas. Para quem faz do gosto matéria de distinção, o que vemos aqui talvez faça embaralhar as ideias. Ícones do popularesco mundo das celebridades, famosos lado B, proto-divas do universo pop se acotovelam e configuram registros de sofisticação crítica. O que percebemos, depois do riso, é que essas relações são em grande medida pautadas por requintes de autoritarismo, que se escondem sob a máscara da sedução.

Na academia de ginástica, que também poderia ser uma discoteca, a histeria das vozes instrui a
nunca parar, a ir mais, mais, mais longe. É quando seguimos e deparamos com uma boca, aprisionada num pequeno aparelho de televisão, que usa todos os artifícios para convencer-nos a tirá-la de lá. Promete até o seu silêncio de boca falante, o que, sabemos, há de ser falso. Mas tudo bem. Aqui não há verdades, e a sinceridade já morreu. Acabou-se o mau gosto e restou o que é arte e diversão.

Júlia Rebouças
Crítica de arte e curadora do Instituto Inhotim

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Mariana Xavier apresenta exposição Mortos Vivos

A artista Mariana Xavier (Porto Alegre, 1980) realiza exposição individual na Galeria Lunara da Usina do Gasômetro, em cartaz do dia 01º ao dia 18 de março.


Intitulada Mortos Vivos, a exposição apresenta uma instalação fotográfica inédita em Porto Alegre e que acaba de ser exibida em Belo Horizonte, na Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes.

A instalação fotográfica Mortos Vivos é composta por 45 retratos das mais diversas “celebridades” (de Alexandre Frota a Silvio Berlusconi, passando por Elke Maravilha e Winona Ryder), emoldurados com placas de metal com seus nomes, em um estilo que remete tanto aos Hall of Fame das universidades norte-americanas quanto aos nomes na Calçada da Fama, em Hollywood. Na exposição, as imagens estão separadas entre celebridades vivas e famosos que já morreram. Até a abertura, somente Lily Marinho está na parede dos mortos.



Os trabalhos audiovisuais e fotográficos de Mariana Xavier buscam, através da ação e do humor, tratar de temas como comportamento social e o mundo das celebridades. Desde 2001, a artista realiza trabalhos artísticos em vídeo, filme e fotografia, exibidos em diversas mostras, exposições artísticas e festivais de cinema, tais como a exposição individual no Palácio das Artes em Belo Horizonte (2012), Ficciones – Bienal de fotografia y nuevos médios – Punta Del Leste – Uruguay (Novembro 2011), Bolsa Iberê Camargo (Destaque do site) 2011, Porão Casa M – 8ª Bienal do Mercosul (Junho-Julho 2011), Pequenos Formatos – Atelier Subterrânea, Porto Alegre, Março 2011, Arte.mov 2010, Projeto Portfólio - Aktuell/SP (2010), Salão Audiovisual do Recôncavo (2010), 4ª Sessão Corredor, Atelie 397, São Paulo (2010), Thess Short Film Festival, em Thessaloniki - Grécia (2009), Indie (2009), Mostra do Filme Livre (2009), Femina (2008), Mostra de Vídeos Faculdade Santa Marcelina (2008). Graduada em Comunicação pela UFRGS (2002), é Mestre em Poéticas Visuais no Instituto de Artes da UFRGS (2011), com a pesquisa Piada Explicada: humor e imagem em uma pesquisa em Poéticas Visuais, sobre o humor e sátira como crítica político-social em sua prática audiovisual e na arte contemporânea.


Exposição Mortos Vivos, de Mariana Xavier
De 01 a 18 de março de 2012
Abertura dia 01 de março às 19 horas

Galeria Lunara
Usina do Gasômetro – 5º Andar
Avenida Presidente João Goulart, 551/5º andar
Visitação: terça a domingo, das 9h às 21h
Contato: (51) 32898135

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Resultado Edital para Ocupação da Galeria dos Arcos e da Galeria Lunara / 2012

A Comissão de Seleção, composta por Leonardo Felipe, Guilherme Dable e Paula Ramos, selecionou, dentre as 20 propostas inscritas, os projetos relacionados abaixo, que serão expostos ao longo do ano de 2012. Artistas Selecionados para Galeria dos Arcos: Marcelo Lubisco Leães com o Projeto Também somos onde não pensamos e Martino Dorneles Piccinini, com o Projeto África, Oi – Pemba - Tchau. Artistas Selecionados para Galeria Lunara: Neuza Zini, com Fotografia Pinhole, Daniel Bernardinelli, com o projeto Neon Marginal e Luciano Spinelli, com a série Metrô: Paris Varsóvia Moscou.