segunda-feira, 9 de março de 2009

GALERIA LUNARA RECEBE DUPLA DE ARTISTAS NA EXPOSIÇÃO CONJUNTO (4)

A Galeria Lunara inaugura na próxima sexta-feira, dia 13 de março, às 19 horas, mais uma exposição da série Conjunto, iniciada em 2006. Intitulada Conjunto (4), a exposição reúne trabalhos dos artistas André Venzon e Luiz Roque.

As exposições da série Conjunto surgiram a partir de uma iniciativa da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura, que no primeiro semestre de 2006 convidou um coletivo de artistas e pesquisadores para que este apresentasse trabalhos pensados diretamente para a Galeria Lunara, dentro de uma lógica de ocupação site-specific. Assim, dois períodos de 2006 foram reservados a cinco artistas – Adriane Vazques, Gustavo Jahn, Kátia Prates, Luiz Roque e Vilma Sonaglio – e à organizadora da mostra, Gabriela Motta. O resultado deste processo contínuo de trabalho e reflexão permanente recebeu o nome de Conjunto (1) e Conjunto (2). Como norma única do projeto, o desenvolvimento de obras que nascessem de discussões coletivas sobre a Galeria Lunara, sobre a imagem (fotográfica ou em movimento) ou suas características fotossensíveis.

No ano seguinte, o coletivo foi inteiramente renovado, embora tenha sido convocado, mais uma vez, a se debruçar sobre as especificidades arquitetônicas da Galeria Lunara (localizada em torno de uma antiga tremonha, um grande funil por onde escoava o carvão na época em que a Usina do Gasômetro fornecia energia para a cidade) a produzir trabalhos articulados a partir de encontros sistemáticos. André Venzon, Marcelo Gobatto, Mariane Rotter, Tiago Giora e Fernando Bakos, os convocados para realizarem o Conjunto (3).

Nesta 4° edição do projeto, um artista da mostra Conjunto (1)Luiz Roque – e outro da Conjunto (3)André Venzon – debruçaram-se sobre a arquitetura da Galeria Lunara e produziram um diálogo conceitual cujo resultado foi a construção de um ambiente de características sacras, que evoca a atmosfera de uma cripta. Flertando com questões relativas à permanência da matéria humana, ao gênero e à morte, a dupla se serviu da fotografia e do neon para desenvolver uma instalação enigmática.

Segundo o Coordenador de Cinema, Vídeo e Fotografia da SMC, Bernardo José de Souza, a Galeria Lunara “propõe aos artistas um problema estético e conceitual, não apenas pela cor de suas paredes, mas por sua geografia interna, abalada pela ausência de um firmamento convencional, o qual é posto à prova, permanentemente, pela tremonha (funil, ponto de fuga) que subjaz à galeria. Na Lunara, o tradicional cubo branco dos espaços de arte é substituído por seu negativo: não mais um cubo branco, mas negro; nem sequer um cubo, mas um poliedro”.

CONJUNTO4

André Venzon e Luiz Roque

Abertura dia 13 de março às 19 horas
Visitação de 14 de março a 12 de abril, das 09 às 21 horas

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Nus de Felipe Cama na Galeria Lunara - Deu na Contracapa de 10/11

  • Zero Hora
  • 10 de dezembro de 2008 | N° 15815

  • NUS DE CAMA

    Parece até piada pronta: sabe qual é o nome do autor das imagens espraiadas aí do lado? FELIPE CAMA. Pois é, o trabalho de Cama brinca com aquelas imagens pornográficas que circulam pela web na forma de spams e entopem nossas caixas de e-mail, especulando sobre como elas são produzidas e distribuídas e quem as consome.

    Em sua primeira individual na cidade, o porto-alegrense radicado em São Paulo vai mostrar a partir de amanhã, na Galeria Lunara da Usina do Gasômetro, três séries de trabalhos. A obra à esquerda é um dos dípticos de grande formato adesivados diretamente nas paredes da galeria, em que o artista faz comentários irônicos sobre a história da arte – no caso, Cama colocou um de Modigliani ao lado da foto de uma moça que na internet se diz chamar Tomosaki...

  • sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

    Galeria Lunara recebe Felipe Cama

    Em sua primeira individual em Porto Alegre, Felipe Cama apresenta três séries de trabalhos que tratam da natureza digital das fotografias que circulam pela internet.

    A pesquisa questiona as imagens pornográficas que circulam pela web na forma de spams e entopem nossas caixas de e-mail. Como elas são produzidas e distribuídas? Quem as consome? Estas são imagens digitais que, provavelmente, nunca serão materializadas na forma de papel e sal de prata. São como estudos de nu digitais, reduzidos à sua mais simples condição: seu próprio código binário.

    Nas obras da série Nu Binário, Felipe utiliza séries de fotografias pornográficas anônimas encontradas na internet e o próprio código binário delas para formar imagens lenticulares híbridas que nos fazem lembrar a condição digital destas fotografias.

    Em outra série, Felipe Cama expõe dípticos de grande formato adesivados diretamente nas paredes da galeria. Estas obras mostram pares de imagens semelhantes, ambas construídas a partir de fotos encontradas na internet. De um lado, uma foto de um nu clássico de Matisse, pintor modernista. Do outro, uma foto anônima, de uma mulher que "talvez" se chame Flávia. Ambas guardam grande semelhança pictórica. Outra obra desta série traz a analogia entre uma pintura de um nu de Modigliani e uma foto de uma moça que se diz chamar Tomosaki. Ambas foram extraídas do espaço virtual da web e, ao serem expostas lado a lado numa obra, atenuam a distância entre alta e baixa cultura, entre o sagrado (a arte consagrada) e o profano (a pornografia virtual).

    Por fim, a obra "Este Também Não É", faz referência a outra obra clássica do modernismo: "A Traição das Imagens", (1928/1929), de Magritte. Trata-se da famosa pintura de um cachimbo acompanhada do texto "Ceci n'est pas une pipe.", ou "Isto não é um cachimbo." Em "Este Também Não É", Felipe Cama expõe na galeria um display luminoso LED com o código binário da fotografia digital de um cachimbo encontrada na Internet. Assim como na obra de Magritte, o espectador não vê na parede da galeria um cachimbo, e sim sua representação, neste caso na forma de código binário. Ao lado do display luminoso, uma etiqueta informa: imagem do cachimbo pode ser vista através do site www.estetambemnaoe.art.br.

    Felipe Cama (1970) é gaúcho de Porto Alegre e vive e trabalha em São Paulo. Acaba de fazer uma exposição em Mumbai, India. Entre suas exposições estão individuais no Centro Cultural São Paulo (2007), no Museu de Arte de Ribeirão Preto (2006), no Museu de Arte de Blumenau (2006) e na Galeria Leme, em São Paulo (2005).


    FELIPE CAMA

    Abertura: dia 11 de dezembro, quinta-feira, a partir das 19:00.
    Período: de 12 de dezembro a 1º de março de 2009

    Horário de Visitação: de terças a domingos, das 9:00 às 21:00

    terça-feira, 2 de dezembro de 2008

    Ultimos dias para conhecer o trabalho de Beat Streuli

    Em Porto Alegre, Streuli segue, até domingo, dia 07, apresentando dois de seus mais recentes trabalhos, ambos feitos em Guanzhou, na China. Uma projeção fotográfica e um vídeo rodado em uma estação de trem serão exibidos na Galeria Lunara, formando um mosaico de rostos humanos reveladores das angústias, tormentas, esperanças e anseios da população que hoje mais cresce no planeta.

    visitação de terças a sextas-feiras, das 12 às 21 horas _ sábados e domingos das 09 às 21 horas.


    terça-feira, 21 de outubro de 2008

    BEAT STREULI traz a Ásia para a Galeria Lunara








    O projeto Ásia: A Nova Onda Oriental, realizado pela Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia, traz a Porto Alegre uma mostra de films e uma exposição do artista suíço Beat Streuli.

    A mostra de filmes acontece na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro e se estende até 9 de novembro.

    Já a exposição de Streuli – que irá mostrar na Galeria um slide show e um vídeo realizados na China – inaugura no dia 6 de novembro, ficando em cartaz até 7 de dezembro.

    De nacionalidade suíça, o artista Beat Streuli elegeu o deslocamento entre as metrópoles como sua rota de atuação. A partir de viagens constantes a algumas das mais representativas cidades do planeta – Tóquio, Nova Iorque, Telaviv etc. –, ele compõe vastos painéis onde figuram rostos perdidos em meio às multidões, justapostos em impressões fotográficas de dimensões tão grandiosas quanto uma muralha construída no deserto da Jordânia ou em slide shows que alternam expressões faciais em múltiplas combinações aparentemente aleatórias.

    Em sua larga maioria pedestres absortos, alheios à câmera que os registra em momentos de distração ou profunda reflexão íntima, os objetos de Streuli são pessoas comuns, anônimas, que surgem na obra do artista como figurantes na orquestração maior das vidas humanas. O resultado destas composições constitui um quase “não-trabalho”, isto é, um registro distanciado e minimalista de homens e mulheres em suas peregrinações, coordenados por motivos tão subalternos e mundanos quanto nos impõem as rotinas cotidianas nas grandes cidades mundiais.

    Em Porto Alegre, Streuli apresenta dois de seus mais recentes trabalhos, ambos feitos em Guanzhou, na China. Uma projeção fotográfica e um vídeo rodado em uma estação de trem serão exibidos na Galeria Lunara, formando um mosaico de rostos humanos reveladores das angústias, esperanças e anseios da população que hoje mais cresce no planeta.

    O coquetel de abertura da exposição de Streuli acontece no dia 6 de novembro, às 19:30, com a presença do artista.

    Já no dia 7, também às 19:30, Streuli estará na Sala P. F. Gastal, conversando com o público sobre o seu trabalho.


    segunda-feira, 6 de outubro de 2008

    Charly Techio expõe seus trabalhos até 12 de Outubro

    Segue até dia 12 de outubro a exposição de Charly Techio, “Entre Espaços”. O horário de visitação é das 09 às 21 horas, sempre de terças a domingos.

    Paisagem é metamorfose enquanto espaço é a acumulação desigual dos tempos. É determinada pelo resultado da sucessão de tempos históricos, da coagulação do trabalho social, a materialização de idéias, de ações das sociedades sobre a natureza, sendo assim, em constante mudança.

    Sempre que a sociedade passa por um processo de mudança, as relações se transformam em intensidades e ritmos variáveis, a paisagem, ou o espaço, é adaptado para as novas necessidades criadas pelos componentes desta mesma sociedade.

    Em sua concepção, o espaço é ao mesmo tempo forma (como as estruturas de uma cidade) e função (resultado do processo de ações humanas que constroem a paisagem). Esta noção do espaço como um conceito híbrido, em permanente mudança, está na base da seguinte síntese proposta pelo geógrafo Milton Santos: “o espaço é um conjunto de objetos e um conjunto de ações”.

    O ensaio “Entre Espaços” apresenta as pessoas (sujeitos que modificam os espaços juntamente com, e através do tempo) em relação aos espaços, ao mundo que as contém, e as fotografias, de certa forma, visam propor que se torne estacionário esse processo mutável, pelo menos por um instante.

    As pessoas inseridas numa paisagem, observando-a em sua plena mutação, permitindo que o expectador veja a mesma cena que foi recortada no tempo, e outra nova, um detalhe que talvez a pessoa fotografada nunca tenha visto, formando uma relação direta do sujeito com o espaço, integrando o observador a um novo universo.

    Nascida em SC, Charly trabalha e vive em Curitiba. É formada em Publicidade e pós-graduada em Fotografia, e atualmente está cursando sua segunda especialização, em História da Arte Moderna e Contemporânea.
    É uma das fotógrafas da “Divinas Criaturas” que trabalha com arquitetura e com fotos para serem usadas como arte na decoração.
    Juntamente com sua sócia Tânia Buchmann, fizeram as fotos dos ambientes de 4 edições da Casa Cor PR; também coordenam o Curso de Fotografia do Centro Europeu, onde ministra alguns módulos.
    Tem fotos publicadas no Livro "A Camisa de Ouro" com textos do escritor Ernani Buchmann.
    Seu trabalho autoral foi apresentado em diversos salões de arte, mais recentemente em Atibaia/SP; em exposições individuais: "In Memorian" no Hall da secretaria de cultura em Curitiba, e no Museu de Arte Contemporânea de Cascavel e coletivas na Casa França-Brasil, Memorial de Curitiba entre outros.


    Charly Techio na Lunara - confira fotos

    segunda-feira, 22 de setembro de 2008

    Resultado do edital de ocupação da galeria para 2009

    A comissão de Seleção do Concurso 08/2009 - Seleção de Projetos para Exposições Fotográficas na Galeria dos Arcos e na Galeria Lunara/2009, composta por Niura Legramante Ribeiro, José Leopoldo Plentz e Kátia Prates selecionou os projetos relacionados abaixo, que serão expostos ao longo do ano de 2009.

    Foram 34 projetos inscritos, apresentados por 32 artistas.


    Selecionados Galeria Lunara
    Kátia Costa, de Porto Alegre/RS - Projeto [MOVE_VERSÃO_2.0_PED];
    Nelton Pellenz, de Porto Alegre/RS - Projeto Cine Água;
    Luisa Mello, de Belo Horizonte/MG - Projeto Lugar Nenhum.

    E, como suplente para Galeria Lunara
    Mariane Rotter, de Porto Alegre/RS - com o projeto Arquivo Aberto.

    Selecionados Galeria dos Arcos
    Bruno Barreto, de Porto Alegre/RS - Projeto Imago;
    Fernando Velazquez, de São Paulo/SP - Projeto
    Questão de Fé
    Ana Niski Zveibil , de São Paulo/SP - Projeto Corpos em Trânsito;


    terça-feira, 9 de setembro de 2008