
A exposição permanece aberta à visitação até 12 de abril.

As exposições da série Conjunto surgiram a partir de uma iniciativa da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura, que no primeiro semestre de 2006 convidou um coletivo de artistas e pesquisadores para que este apresentasse trabalhos pensados diretamente para a Galeria Lunara, dentro de uma lógica de ocupação site-specific. Assim, dois períodos de 2006 foram reservados a cinco artistas – Adriane Vazques,
No ano seguinte, o coletivo foi inteiramente renovado, embora tenha sido convocado, mais uma vez, a se debruçar sobre as especificidades arquitetônicas da Galeria Lunara (localizada em torno de uma antiga tremonha, um grande funil por onde escoava o carvão na época em que a Usina do Gasômetro fornecia energia para a cidade) a produzir trabalhos articulados a partir de encontros sistemáticos. André Venzon,
Nesta 4° edição do projeto, um artista da mostra Conjunto (1) – Luiz Roque – e outro da Conjunto (3) – André Venzon – debruçaram-se sobre a arquitetura da Galeria Lunara e produziram um diálogo conceitual cujo resultado foi a construção de um ambiente de características sacras, que evoca a atmosfera de uma cripta. Flertando com questões relativas à permanência da matéria humana, ao gênero e à morte, a dupla se serviu da fotografia e do neon para desenvolver uma instalação enigmática.
Segundo o Coordenador de Cinema, Vídeo e Fotografia da SMC,
CONJUNTO4
André Venzon e Luiz Roque
Abertura dia 13 de março às 19 horas
Visitação de 14 de março a 12 de abril, das 09 às 21 horas
Parece até piada pronta: sabe qual é o nome do autor das imagens espraiadas aí do lado? FELIPE CAMA. Pois é, o trabalho de Cama brinca com aquelas imagens pornográficas que circulam pela web na forma de spams e entopem nossas caixas de e-mail, especulando sobre como elas são produzidas e distribuídas e quem as consome.
Em sua primeira individual na cidade, o porto-alegrense radicado em São Paulo vai mostrar a partir de amanhã, na Galeria Lunara da Usina do Gasômetro, três séries de trabalhos. A obra à esquerda é um dos dípticos de grande formato adesivados diretamente nas paredes da galeria, em que o artista faz comentários irônicos sobre a história da arte – no caso, Cama colocou um de Modigliani ao lado da foto de uma moça que na internet se diz chamar Tomosaki...
Em sua primeira individual em Porto Alegre, Felipe Cama apresenta três séries de trabalhos que tratam da natureza digital das fotografias que circulam pela internet.Nas obras da série Nu Binário, Felipe utiliza séries de fotografias pornográficas anônimas encontradas na internet e o próprio código binário delas para formar imagens lenticulares híbridas que nos fazem lembrar a condição digital destas fotografias.
Em outra série, Felipe Cama expõe dípticos de grande formato adesivados diretamente nas paredes da galeria. Estas obras mostram pares de imagens semelhantes, ambas construídas a partir de fotos encontradas na internet. De um lado, uma foto de um nu clássico de Matisse, pintor modernista. Do outro, uma foto anônima, de uma mulher que "talvez" se chame Flávia. Ambas guardam grande semelhança pictórica. Outra obra desta série traz a analogia entre uma pintura de um nu de Modigliani e uma foto de uma moça que se diz chamar Tomosaki.
Ambas foram extraídas do espaço virtual da web e, ao serem expostas lado a lado numa obra, atenuam a distância entre alta e baixa cultura, entre o sagrado (a arte consagrada) e o profano (a pornografia virtual).
Por fim, a obra "Este Também Não É", faz referência a outra obra clássica do modernismo: "A Traição das Imagens", (1928/1929), de Magritte. Trata-se da famosa pintura de um cachimbo acompanhada do texto "Ceci n'est pas une pipe.", ou "Isto não é um cachimbo." Em "Este Também Não É", Felipe Cama expõe na galeria um display luminoso LED com o código binário da fotografia digital de um cachimbo encontrada na Internet. Assim como na obra de Magritte, o espectador não vê na parede da galeria um cachimbo, e sim sua representação, neste caso na forma de código binário. Ao lado do display luminoso, uma etiqueta informa: imagem do cachimbo pode ser vista através do site www.estetambemnaoe.art.br.
Felipe Cama (1970) é gaúcho de Porto Alegre e vive e trabalha em São Paulo. Acaba de fazer uma exposição em Mumbai, India. Entre suas exposições estão individuais no Centro Cultural São Paulo (2007), no Museu de Arte de
FELIPE CAMA
Abertura: dia 11 de dezembro, quinta-feira, a partir das 19:00.
Período: de 12 de dezembro a 1º de março de 2009
Horário de Visitação: de terças a domingos, das 9:00 às 21:00
Em Porto Alegre, Streuli segue, até domingo, dia 07, apresentando dois de seus mais recentes trabalhos, ambos feitos em Guanzhou, na China. Uma projeção fotográfica e um vídeo rodado em uma estação de trem serão exibidos na Galeria Lunara, formando um mosaico de rostos humanos reveladores das angústias, tormentas, esperanças e anseios da população que hoje mais cresce no planeta. visitação de terças a sextas-feiras, das 12 às 21 horas _ sábados e domingos das 09 às 21 horas.



O projeto Ásia: A Nova Onda Oriental, realizado pela Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia, traz a Porto Alegre uma mostra de films e uma exposição do artista suíço Beat Streuli.Em sua larga maioria pedestres absortos, alheios à câmera que os registra em momentos de distração ou profunda reflexão íntima, os objetos de Streuli são pessoas comuns, anônimas, que surgem na obra do artista como figurantes na orquestração maior das vidas humanas. O resultado destas composições constitui um quase “não-trabalho”, isto é, um registro distanciado e minimalista de homens e mulheres em suas peregrinações, coordenados por motivos tão subalternos e mundanos quanto nos impõem as rotinas cotidianas nas grandes cidades mundiais.

Em Porto Alegre, Streuli apresenta dois de seus mais recentes trabalhos, ambos feitos em Guanzhou, na China. Uma projeção fotográfica e um vídeo rodado em uma estação de trem serão exibidos na Galeria Lunara, formando um mosaico de rostos humanos reveladores das angústias, esperanças e anseios da população que hoje mais cresce no planeta.
O coquetel de abertura da exposição de Streuli acontece no dia 6 de novembro, às 19:30, com a presença do artista.
Já no dia 7, também às 19:30, Streuli estará na
Paisagem é metamorfose enquanto espaço é a acumulação desigual dos tempos. É determinada pelo resultado da sucessão de tempos históricos, da coagulação do trabalho social, a materialização de idéias, de ações das sociedades sobre a natureza, sendo assim, em constante mudança.
Sempre que a sociedade passa por um processo de mudança, as relações se transformam em intensidades e ritmos variáveis, a paisagem, ou o espaço, é adaptado para as novas necessidades criadas pelos componentes desta mesma sociedade.
Em sua concepção, o espaço é ao mesmo tempo forma (como as estruturas de uma cidade) e função (resultado do processo de ações humanas que constroem a paisagem). Esta noção do espaço como um conceito híbrido, em permanente mudança, está na base da seguinte síntese proposta pelo geógrafo Milton Santos: “o espaço é um conjunto de objetos e um conjunto de ações”.
O ensaio “Entre Espaços” apresenta as pessoas (sujeitos que modificam os espaços juntamente com, e através do tempo) em relação aos espaços, ao mundo que as contém, e as fotografias, de certa forma, visam propor que se torne estacionário esse processo mutável, pelo menos por um instante.
As pessoas inseridas numa paisagem, observando-a em sua plena mutação, permitindo que o expectador veja a mesma cena que foi recortada no tempo, e outra nova, um detalhe que talvez a pessoa fotografada nunca tenha visto, formando uma relação direta do sujeito com o espaço, integrando o observador a um novo universo.
Nascida em SC, Charly trabalha e vive em Curitiba. É formada em Publicidade e pós-graduada em Fotografia, e atualmente está cursando sua segunda especialização, em História da Arte Moderna e Contemporânea.
É uma das fotógrafas da “Divinas Criaturas” que trabalha com arquitetura e com fotos para serem usadas como arte na decoração.
Juntamente com sua sócia Tânia Buchmann, fizeram as fotos dos ambientes de 4 edições da Casa Cor PR; também coordenam o Curso de Fotografia do Centro Europeu, onde ministra alguns módulos.
Tem fotos publicadas no Livro "A Camisa de Ouro" com textos do escritor Ernani Buchmann.
Seu trabalho autoral foi apresentado em diversos salões de arte, mais recentemente em Atibaia/SP; em exposições individuais: "In Memorian" no Hall da secretaria de cultura em Curitiba, e no Museu de Arte Contemporânea de Cascavel e coletivas na Casa França-Brasil, Memorial de Curitiba entre outros.
A comissão de Seleção do Concurso 08/2009 - Seleção de Projetos para Exposições Fotográficas na Galeria dos Arcos e na Galeria Lunara/2009, composta por Niura Legramante Ribeiro, José Leopoldo Plentz e Kátia Prates selecionou os projetos relacionados abaixo, que serão expostos ao longo do ano de 2009.
Foram 34 projetos inscritos, apresentados por 32 artistas.
Selecionados Galeria Lunara
Kátia Costa, de Porto Alegre/RS - Projeto [MOVE_VERSÃO_2.0_PED];
Nelton Pellenz, de Porto Alegre/RS - Projeto Cine Água;
Luisa Mello, de Belo Horizonte/MG - Projeto Lugar Nenhum.
Selecionados Galeria dos Arcos
Bruno Barreto, de Porto Alegre/RS - Projeto Imago;
Fernando Velazquez, de São Paulo/SP - Projeto Questão de Fé
Ana Niski Zveibil , de São Paulo/SP - Projeto Corpos em Trânsito;