segunda-feira, 12 de novembro de 2012

EDITAL PARA OCUPAÇÃO GALERIA - Inscrições até 21 de dezembro


A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia, da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre – PMPA, comunica aos interessados que estará recebendo, de 10 a 21 de dezembro, na forma da Lei 8.666/93, documentação referente ao concurso Edital para Ocupação da Galeria dos Arcos e da Galeria Lunara / 2013.

Serão selecionados até 02 projetos para a Galeria Lunara e até 02 projetos para a Galeria dos Arcos - ambas localizadas na Usina do Gasômetro – para o ano de 2013, sendo que cada projeto permanecerá em exposição por, no mínimo, 30 dias.

Poderão participar artistas com trabalhos em foto e/ou vídeo.

Os candidatos deverão apresentar, no momento da inscrição:

• Ficha de inscrição preenchida (em anexo);
• Portfólio contendo currículo e fotos dos trabalhos a serem expostos.
• Projeto da exposição, com previsão do número de imagens e respectivas dimensões, para a ocupação da Galeria Lunara ou da Galeria dos Arcos.
Para a seleção podem ser apresentadas cópias em tamanhos convencionais. Ex. 20 x 25 cm.
Deve ser informado, no verso da foto, o tamanho e suporte em que a mesma será apresentada na exposição, caso o projeto seja selecionado.

Cronograma:
Inscrições: 10 a 21 de dezembro de 2012
Seleção dos Trabalhos: 7 de janeiro de 2013
Devolução dos Portfólios: 09 a 18 de janeiro de 2013

Regulamento completo pode ser solicitado pelo e-mail galerialunara@gmail.com

As inscrições serão realizadas no período de 10 a 21 de dezembro, das 9h às 12h e das 14h às 17h, na Coordenação de Cinema Vídeo e Fotografia - Usina do Gasômetro, Avenida Presidente João Goulart, 551, 3º andar, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, CEP 90010-120.
Inscrições encaminhadas via correio deverão ser postadas para o endereço acima, até a data limite da inscrição, 21 de dezembro. Não serão aceitas inscrições com data de postagem posterior.



terça-feira, 6 de novembro de 2012

GALERIA LUNARA RECEBE EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS PINHOLE DE NEUZA ZINI



A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura convida para visitação da exposição Fotografias Pinhole, da artista Neuza Zini, que ocupará a Galeria Lunara (5º andar da Usina do Gasômetro) no período de 09 de novembro a 08 de dezembro de 2012.

A exposição apresentará o resultado de pesquisa desenvolvida pela artista entre 2010 e 2011, utilizando a técnica Pinhole. A proposta foi fotografar objetos do cotidiano ressaltando suas formas, deixando de lado a carga simbólica ou a narrativa que lhes poderia ser atribuída. A hiper exposição dos objetos fotografados à luz natural ressalta, ainda mais,  sua volumetria.

Neuza Zini é formada em Desenho e Plástica pela UFRGS e participa de atividades do Núcleo de Artes Visuais de Caxias do Sul dede 1991. Realizou individuais na Galeria de Artes da Universidade de Caxias do Sul, Galeria de Artes da Casa de Cultura Percy Vargas de Abreu e Lima e várias coletivas como: NAVI Mostra Caxias (MARGS), Referências, Buscas, Vestígios (Galeria Iberê Camargo/Usina do Gasômetro), Mulheres Gravuristas (Galeria Municipal de Arte/ Caxias do Sul), tendo sido premiada no VI Salão do Mar de Antonina (PR).



Fotografias Pinhole
Neuza Zini
Galeria Lunara
(5º andar da Usina do Gasômetro)
Visitação até 09 de novembro a 08 de dezembro de 2012
de terças a domingos - das 9 às 21h


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

ANA HUPE E MAYRA REDIN UNIDAS POR UM FIO NA GALERIA LUNARA



A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura inaugura, dia 27 de setembro, às 19 horas, na Galeria Lunara (5º andar da Usina do Gasômetro), mais uma exposição da série Conjunto, iniciada em 2006.   Intitulada FIO, a exposição reúne trabalhos das artistas Ana Hupe (RJ) e Mayra Martins Redin (nascida em Porto Alegre – atualmente residindo no Rio de Janeiro).

As exposições da série Conjunto surgiram a partir de uma iniciativa da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia que, em 2006, convidou um coletivo para produzir trabalhos pensados diretamente para a Galeria Lunara dentro de uma lógica de ocupação site-specific. Cinco artistas – Adriane Vazques, Gustavo Jahn, Kátia Prates, Luiz Roque e Vilma Sonaglio – e a pesquisadora, Gabriela Motta apresentaram as mostras  Conjunto (1) e Conjunto (2).


No ano seguinte, o coletivo foi inteiramente renovado, contando com André Venzon, Marcelo Gobatto, Mariane Rotter, Tiago Giora e Fernando Bakos na formação do grupo e, finalmente, na 4ª edição do projeto, Luiz Roque e André Venzon  debruçaram-se sobre a arquitetura da Galeria e produziram um diálogo conceitual cujo resultado foi a construção de um ambiente de características sacras, que evocava a atmosfera de uma cripta.


Esta 5ª edição da série retoma o conceito de construção de um trabalho coletivo e reúne as artistas Ana Hupe e Mayra Martins Redin, que conceberam a mostra FIO, cujo título já resume a ideia propulsora da exposição: fortalecer e entender melhor, através da arte, as relações fragilizadas em função das distâncias e do tempo acelerado.


A mostra FIO surgiu de cruzamentos entre alguns trabalhos de ambas. As obras apresentadas partem da ideia das distâncias e proximidades nas relações. São instalações fotográficas e sonoras, vídeos, textos e livros que visibilizam experiências de encontros propostos. Tais proposições fazem uso de palavras e objetos para provocar o diálogo entre o artista e outras pessoas, numa tentativa de potencializar relações.

Na instalação fotográfica Porta-retrato, Ana Hupe investiga o universo doméstico de 23 pessoas. Durante um mês a artista visitou casas de conhecidos e desconhecidos para passar uma tarde com eles. Em cada casa a artista fotografou um porta-retrato. As imagens, colocadas em outra moldura,  compõem uma nova “sala de casa” sugerida no espaço expositivo. A instalação se completa com um diário das visitas.

Registros visuais e sonoros de outra deriva, desta vez por um espaço público, a Vila Mimosa, conhecida como a zona do baixo meretrício do Rio de Janeiro, podem ser vistos, lidos e ouvidos. VM é uma espécie de diário nas paredes do encontro com este espaço marginal.
 O trabalho fotos@still_here. Passwort: nossas  é de autoria de Ana Hupe e da artista Johanna Steindorf, radicada na Alemanha. As duas trocaram duas câmeras fotográficas analógicas descartáveis durante dois anos, até as 36 poses acabarem, fazendo fotos às escuras uma para outra. A correspondência por imagens era levada e trazida por um correio afetivo -  amigos ajudavam a transportar as câmeras de uma para outra.


Na instalação fotográfica Metade cheio metade vazio, que une texto e fotografia, a artista Mayra Martins Redin apresenta uma experiência proposta na residência artística Nuvem, em Visconde de Mauá, RJ.  Munida de uma máquina analógica descartável subaquática, a artista propôs que cada artista da residência escolhesse um objeto pessoal relacionado à temática das mudanças (geográficas, afetivas) para ser imerso na água e fotografado. A artista fez pequenas anotações acerca das histórias que foram sendo compartilhadas e uniu-as às imagens.

Horizonte Onde, é um livro que surge de uma proposta afetiva. Um objeto que é um pedaço de vidro retangular com a inscrição das duas palavras: horizonte e onde  foi dado para algumas pessoas para que elas procurassem seu(s) horizonte(s) através do recorte oferecido pelo vidro  e pelas palavras. O livro é feito das imagens produzidas pelos participantes, além de uma inserção de páginas quase vazias com o intuito de propor uma metáfora para a experiência da leitura.

Além dessas obras, outros trabalhos serão apresentados, colocando em rede pequenos desejos de compartilhamento no intuito de dar sentido e registrar as relações e traçá-las na superfície do mundo.


FIO
conjunto (5)
Ana Hupe  e Mayra Martins Redin
Curadoria: Bernardo de Souza

Abertura dia 27 de setembro de 2012,  às 19 horas
Visitação de 28 de setembro a 28 de outubro, das 09 às 21 horas

Galeria Lunara
Usina do Gasômetro – 5º andar
Av. Pres. João Goulart, 551 - Porto Alegre - RS
Fone 3289 8133
www.galerialunara.blogspot.com
www.facebook/galerialunara

Último final de semana para conferir exposição de Luciano Spinelli

Até domingo, a exposição Metrô de Paris pode ser conferida na Galeria Lunara.




terça-feira, 21 de agosto de 2012

LUCIANO SPINELLI TRAZ O METRÔ DE PARIS PARA DENTRO DA GALERIA LUNARA



A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura inaugura em 23 de agosto, às 19h, a exposição Metrô de Paris, de Luciano Spinelli, que ocupará a Galeria Lunara até o dia 23 de setembro. Na abertura da exposição, o DJ francês

Dunwich estará presente, junto com o artista, fazendo um set live no qual mixa os sons do metrô parisiense produzindo uma atmosfera sonora que é característica do local retratado.

Na exposição, Luciano apresenta um novo olhar sobre o Metrô de Paris, um complexo que possui 16 linhas que se estendem por 214 quilômetros e transporta 3,9 milhões de pessoas por dia, ocupando o quarto lugar no mundo em volume de passageiros e o terceiro em número de estações.


Metrô de Paris intui uma reconstituição sinestésica do imaginário subterrâneo de um condutor e de um passageiro do metrô parisiense. Para isso, o artista associa fotografia, áudio e vídeo dentro do espaço preto, quadrado e íngreme que é a Galeria Lunara. A exposição é composta de impressões fotográficas em preto e branco apresentadas horizontalmente, duas a duas, como um díptico informal de um vídeo filmado desde a cabine docondutor, mostrando as entradas e saídas do túnel da linha 6 do metrô parisiense e de uma ambientação sonora criada pelo DJ Dunwich.

Luciano Spinelli é fotógrafo e videomaker, vivendo entre Paris e São Paulo. PhD em Comunicação Visual (Universitat Pompeu Fabra, Barcelona) e Sociologia (Université Paris Descartes Sorbonne). Seu trabalho focaliza a vida urbana, a foto-etnografia e o imaginário da sociedade pós-moderna. O presente projeto foi desenvolvido durante sua pesquisa de doutorado. Suas fotografias podem ser vistas no site: www.lucianospinelli.com.

Conforme o artista "Nas fotografias, adentramos um nível intersticial do organismo urbano: o metrô. Um estágio mecânico da vida em sociedade que é sonorizado pela fricção do metal contra metal. Descrito por Marc Augé como “a coletividade sem a festa e a solidão sem o isolamento”, no metrô estamos mais próximos de nossa natureza predadora. Nessa parte da cidade fadada à escuridão, observa-se uma verdadeira ecologia urbana guiada por uma sinalética que se repete internacionalmente. As inscrições que ali repousam, o cheiro dos trens, os anúncios entoados pelos autofalantes, ajudam a conformar um imaginário subterrâneo no indivíduo que passa a catraca e se torna passageiro. Captando signos verbais e não verbais, fotografias, vídeo e som representam fragmentos da estética polifônica do metropolitano.


A forma e a atmosfera da galeria é de fundamental importância para o desenvolvimento sinestésico dessa exposição. Chega-se de elevador e, assim como se estivesse entrando em um metrô, depara-se com um espaço escuro e claustrofóbico. Com luzes direcionais que iluminam as fotografias na parede, o visitante percorre o espaço por uma passarela com chão gradeado e metálico. Ele vê, projetado no fundo da tremonha, um vídeo do ponto de vista do condutor do metrô parisiense. Ouve os barulhos do trem, as vozes dos avisos dados aos passageiros, o zumbido de fechamento das portas e outros sons típicos daquele espaço, ritmados ao vídeo e remixados pelo DJ francês Dunwich (http://soundcloud.com/djdunwich)".

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Fernando Schmitt escreveu o texto abaixo sobre a exposição:

Entre um ponto e outro no mapa há um túnel sem paisagem onde os expressos subterrâneos penetram a escuridão e aceleram o trajeto em detrimento da vista. Ali os caminhos são limitados por ferro e poucos são os iniciados nos segredos das bifurcações. Sobre as janelas desnecessárias, fantasmas postam mensagens em tipografias indecifráveis; desejo de provar por imagem um existir periférico.

Abaixo da terra, após vencer as catracas, o passageiro torna-se parte de um coletivo contingente e efêmero composto de pequenas solidões. Cumpre o itinerário solavanco, mergulho, mantra urbano entoado no autofalante, trepidação, claustrofobia, discurso monocórdio de lamentação e súplica, baldeação, vaivém, arribação e tudo de novo. Confia na possibilidade de emergir, de cruzar o umbral da estação ainda crente da existência do mundo, cidade e luz.

Etnógrafo em campo fértil, Luciano espia e observa o tempo suspenso da meditação involuntária. Deriva em um espaço ocupado por deslocamentos e transeuntes. Testemunha o cruzamento de olhares, o enlace superficial das existências, os vultos céleres no embarcadouro. Tece uma arqueologia dos assentos e dos pisos. Maneja um aparelho que permite levar-se por dúvidas e que obedece a uma intuição vagabunda.


Fernando Schmitt, professor, fotógrafo e pedestre quase sempre.


Metrô de Paris

Luciano Spinelli

Galeria Lunara

Abertura 23 de agosto de 2012, às 19h

com a presença do artista e do DJ francês Dunwich

Visitação de terças a domingos, até dia 23 de setembro

galerialunara@gmail.com

quinta-feira, 26 de julho de 2012

GALERIA LUNARA APRESENTA 3 FACES DO DESEJO


A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura realiza, de 31 de julho a 19 de aggosto de 2012, a mostra O Desejo, na Galeria Lunara (5º andar da Usina do Gasômetro).

Na mostra O Desejo, trechos de grandes obras cinematográficas ganham exibição na Galeria Lunara. As sequências extraídas dos filmes Zabriskie Point, de Michelangelo Antonioni, Mulheres Apaixonadas, de Ken Russel, e Da Vida das Marionetes, de Ingmar Bergman, são marcadas pela expressão intensa do desejo sexual, evidenciada no embate físico entre os corpos dos personagens que se confrontam em batalhas ora românticas, ora letais.


Em comum, as passagens apresentam pouco ou nenhum diálogo, o que reforça o caráter eminentemente físico das cenas, performáticas em sua coreografia e viscerais em sua teatralidade. Devido à sofisticação plástica das imagens e à atmosfera cênica coesa, as sequências gozam de uma autonomia semântica raramente encontrada no cinema tradicional, pois prescindem da linguagem verbal articulada pelo roteiro para explicitarem seu sentido dramático.




Ao serem exibidas numa galeria, e descontextualizadas da obra para a qual originalmente foram pensadas, estas sequências reiteram não apenas a maestria de seus realizadores, mas a qualidade de suas imagens que se impõem repletas de força e plasticidade não importa onde sejam vistas. Fora da sala de cinema e destacadas da narrativa cinematográfica, as cenas ganham independência no espaço e no tempo, deslocando seu sentido do plano verbal para o campo essencialmente visual.


Visitação de 31 de julho a 19 de agosto, de terças a domingos - das 9 às 21h.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

BASIONY NA GALERIA IBERE CAMARGO

Ahmed Basiony – Egito
VIDEO INSTALAÇÃO exposta na Bienal de Veneza em 2011 é apresentada agora na Galeria Iberê Camargo. A curadoria audaciosa trouxe polêmica ao apresentar a obra do artista e ativista político Ahmed Basiony assassinado nos conflitos do Cairo.[Presença do curador executivo na bienal: El Noshokaty]
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Basiony foi um dos artistas contemporâneos mais importantes do Egito. Quando sua vida chegou ao fim aos 32 anos de idade, Basiony imediatamente se transformou em um símbolo de inspiração para os egípcios, determinados a ver sua nação livre da repressão. Um homem que morreu por seu país; um artista prestigiado pela sua coragem e amor, Basiony gerou admiração entre seus amigos, colegas e alunos, que tinham orgulho de aprender com a sua vida, e estavam prontos a se entregar à causa que ele defendeu naquele fatídico dia.



No ano anterior à revolução, Basiony havia realizado um projeto chamado 30 Dias Correndo sem sair do Lugar, durante o qual o artista vestia um traje de plástico com sensor embutido, projetado por ele, para medir o quanto ele transpirava e quantos passos dava em uma hora diária de corrida ao longo de um período de trinta dias. Os dados foram transferidos via wireless para uma grande tela que apresentava uma tabela de cores que mudava de acordo com o consumo de energia e produção de suor.

O projeto tinha a intenção de representar a inutilidade em termos de ganhos dos trinta anos sob o regime de Mubarak, apenas um desperdício de energia. Sua obra foi uma das primeiras de uma nova geração de jovens artistas egípcios, que usam suas obras para articular sobre as condições políticas, econômicas e sociais que a sociedade egípcia teve de aguentar sob o governo opressor.

“Não há controvérsia quanto ao talento único que Basiony tinha enquanto artista, professor, músico e revolucionário. Seu talento se desenvolvia implacavelmente em todas as direções. Ele foi uma das pessoas mais dedicadas tanto ao seu talento quanto a seus alunos. E em âmbito pessoal, ele foi uma das pessoas mais amáveis, gentis e carismáticas que já conheci. Talvez você não esteja conosco em pessoa hoje, mas você estará em nossos corações e mentes para sempre. Descanse em paz, nosso querido irmão.”

Shady El Noshokaty,




Último status publicado no Facebook de Basiony:
"Por favor, Ó Pai, Ó Mãe, Ó Jovem, Ó Estudante, Ó Cidadão, Ó Sênior, e Ó demais. Vocês sabem que esta é nossa última chance de dignidade, a última chance de mudar o regime que durou pelos últimos 30 anos. Saiam às ruas, e se revoltem, tragam sua própria comida, suas roupas, sua água, máscaras e lenços, e uma garrafa de vinagre, e acreditem em mim, falta apenas um pequeno passo... Se eles querem guerra, nós queremos a paz, e eu vou praticar a contenção adequada até o fim, até a dignidade da minha nação se restaurar."

terça-feira, 12 de junho de 2012

Expressões da Revolução tem abertura dia 13 de junho


A Mostra Expressões da Revolução integra-se à programação oficial do I Democracine com o objetivo de debater e dar visibilidade aos movimentos revolucionários que vem varrendo o norte da África ao longo dos últimos meses.

Formada por três exposições de arte – na Galeria Lunara, Galeria dos Arcos e Galeria Iberê Camargo, a mostra Expressões da Revolução foi concebida especialmente para o I Democracine pelo produtor Demétrio Portugal. Portugal é diretor do Matilha Cultural, centro cultural independente de São Paulo que foi o primeioro espaço no Brasil a estabelecer um intercâmbio com os protagonistas desses movimentos, notadamente artistas e ativistas políticos da Tunísia e do Egito.
A partir de uma rede de contatos com os principais artífices da chamada Primavera Árabe, a curadoria de Demétrio Portugal propõe aos espectadores um mergulho na primeira grande onda revolucionária do novo milênio em prol da democracia.

As exposições terão abertura dia 13 de junho, às 19h, e apresentarão um grande apanhado das manifestações revolucionarias do Egito e da Tunísia, um material que apresenta a densidade da onda-matriz de transformação por levantes pacifistas e laicos seguidos de suas demais ocorrências pelo mundo.

Sua estética agressiva avança em nossos sentidos, desafia a tecnologia, os meios de comunicação, as redes sociais, além das noções que temos de ética, humanidade, relações de poder e paz.
Logo, tornar possível que as pessoas percebam as “forças” que surgem com a crise para redesenhar a geopolítica, as relações culturais e humanas é onde se encontra os detalhes cruciais da tal “beleza”. Uma arte “contextual” onde as obras são provas documentais e também cúmplices atuantes das mudanças no seu contexto.
Um projeto que, para atender ao princípio vivo de obras-cavalos-de-tróia, acaba incorporando o papel de articulador ao curador para levar adiante as ações e diálogos que interligam Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, no esforço de manter a sincronia com as outras parte do mundo e a internet durante este mês de Junho, tão atribulado de encontros internacionais.

Os destaques vão para as obras de Ahmed Basiony – que representou o Egito revolucionário na Bienal de Veneza; Ganzeer – jovem artista gráfico e artista urbano do Cairo, Aalam Wassef – multi-artista e pensador das organizações em rede e táticas on- line, Lotfi Kaabi – articulador para os debates constitucionais da Tunísia e ativista cultural e Mohamed Allam – curador do Festival Medrar de novos diretores de cinema do Cairo.

PROGRAMAÇÃO EXPOSIÇÕES
Expressões da Revolução – de 13/06 a 14/07 na Usina do Gasômetro

GALERIA IBERÊ CAMARGO

30 dias correndo sem sair do Lugar
de Ahmed Basiony com curadoria de Shady El Noshokaty.

Obra Exposta na Bienal de Veneza 2011 que faz menção aos 30 anos de ditadura do Mubarak. O artista e ativista faleceu em confronto com a polícia do Cairo durante os protestos da praça Tahir. Basiony tinha 31 anos e morreu enquanto filmava as manifestações.
Quando eclodiram as manifestações populares no Egito, as informações que conseguiam chegar até o ocidente eram muito poucas e contraditórias, seja pelo aparato repressivo, seja pelo distanciamento das agências internacionais de notícia ou pela própria precaução dos ativistas em
não se deixarem revelar.
Já no primeiro dia de manifestações ocorreram dezenas de baixas, mas foi a comoção geral em torno do artista Ahmed Basiony, morto por um franco atirador, que fez seu nome transformar-se num “farol”.
A verdade crua que o envolvia, por um lado, nos revelou uma cena cultural intensa, diversa e com uma forte história de resistência, e por outro, incentivou muitos egípcios a irem a luta ainda com mais gana.
A sua figura martirizou-se em stencils nas ruas, em cartazes, no facebook, na blogsfera e assim por diante, até que seu nome foi indicado para a bienal de Veneza em 2011 a partir da curadoria executiva de Shady El Noshokaty convidado do Democracine.

GALERIA DOS ARCOS

O Grande Desafio - coletiva de fotos Tunisiana sobre o processo de revolução até as eleições no país curada por Lotfi Kaabi, em parceria com a Anistia Internacional – Londres.
Fotos de Augustin Le Gall, Nesrine Cheikh Ali, Ezequiel Scagnetti, Lilia El Golli, e Naim Gharsalli

Ganzeer - Ilustrações e intervenções urbanas de Graffiti
Tahrir!
Coletiva de fotos sobre os conflitos na praça do Cairo até a queda de Mubarak organizado por Noura Begat em parceria com a The Photographic Gallery – AUC American University of Cairo.

Fotos de Amr Abdallah, Ahmed Abdel Latif, Nabeela Akhtar, Roger Anis, Omair Barkatulla, Fady Ezzat, Ashraf Foda, Ramy Georgy, Thomas Hartwell, Ahmed Hayman, Iman Helal, Mohamed Helal, Magdy Ibrahim, Mahmud Khalid, Heba Khalifa, Mohamed El Maymouny, Gehan Nasr, Randa Shaath, Lobna Tarek, Doha Al Zohairy.


GALERIA LUNARA
Na Galeria Lunara estará reunido um rico apanhado sobre as táticas e obras envolvidas no processo de revolução, destaque para o trabalho do artista Aalam Wassef, reconhecido internacionalmente.

Vídeo arte e media ativismo - info vídeo sobre os processos revolucionários na Primavera Árabe, indignados e occupy desenvolvido pelo coletivo paulista BijaRi, além de manifestações de stencil graffiti das ruas do cairo, cartilhas ensinando revolta não violenta, vídeos contextualizadores, etc.

Esta edição do projeto é
desenvolvida por:
Demétrio Portugal
Raquel Ribeiro Borges
Maged El Gebaly
Coletivo Bijari
Mundo.ag
Esta edição tem parceria:
Prefeitura de Porto Alegre
Usina do Gasômetro
MatilhaCultural
Planet Art eXchange
Anistia Internacional
IdeC - Institut de Citoyenneté
AUC - American Univerity of Cairo
Festival In-Edit
Vice Magazine
IDS Brasil
Apoio total desde a primeira edição
MatilhaCultural.com.br

MOSTRAS EXPRESSÕES DA REVOLUÇÃO

GALERIA LUNARA (5º andar)
GALERIAS IBERE CAMARGO E DOS ARCOS (térreo)
Av. Pres. João Goulart, 551 - 3º andar - Usina do Gasômetro
Abertura dia 13 de junho de 2012 às 19h
Visitação até 15 de julho, das 9 às 21 horas - entrada gratuita


Informações Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia
F. 3289 8135 / 3289 8133
www. galerialunara.blogspot.com
www.salapfgastal.blogspot.com
www.democracine.com.br


sábado, 19 de maio de 2012

Exposições em 2002


Memodíptico

Manuel da Costa
29/01 a 03/03/2002
Depois de diversos projetos que o consagraram como um dos grandes nomes da fotografia brasileira contemporânea, Manuel da Costa voltou a surpreender o público com este novo trabalho, intitulado Memodíptico. Originalmente concebido como um jogo da memória, utilizando fotos de fachadas de casas de Porto Alegre, o Memodíptico foi lançado em 2001, reunindo um conjunto de 32 imagens distintas, num total de 64 fichas.

Agora, depois de ampliadas, um conjunto de 27 imagens do Memodíptico é, pela primeira vez exposto em público, na Galeria Lunara da Usina do Gasômetro. Estes pares de pequenas casas térreas, que numa imagem aparecem tal como o olho da câmara as vê, e na outra, através do uso de softwares de manipulação de imagens, aparecem despojadas de todo e qualquer excesso, incluindo ai a perspectiva, revelam um conjunto onde simplicidade, beleza e rigor se harmonizam à perfeição.


Porto Alegre Vista do Céu
Henrique Amaral
21/03 a 28/04/2002 Evento paralelo à 43ª Semana de Porto Alegre

Porto Alegre Vista do Céu sobrevoa a cidade.

Vista do alto, acima das nuvens, a Porto Alegre do Mercado Público, do Parque da Redenção, da Praça da Matriz, da Biblioteca Pública, do delta do Jacuí, do Cais do Porto, do Guaíba, do sempre criticado Muro da Mauá, ganha a dimensão de um sonho. Daqueles que a gente não quer acordar. São contornos, cores, sombras e luzes de um mapa que pouco conhecemos. O fotógrafo Henrique Amaral nasceu no Rio de Janeiro em 1962 e graduou-se em Comunicação Visual e Desenho Industrial pela PUC-RJ em 1985. Trabalha com a linguagem fotográfica desde o início dos anos 80, tendo realizado trabalhos para os principais veículos de comunicação do país, além de agências de propaganda e empresas de diversos segmentos, estendendo sua atuação para o exterior.


Calendar

Francisco Zelesnikar
30/04 a 26/05/2002

Zelesnikar é formado em Arquitetura pela FAU- MACKENZIE em 1993. Associado à Arqdonini desde 1994 atuando em desenvolvimento de projetos.


Nesta exposição ele apresentou doze imagens de modelos clássicos de carros americanos, no formato de um calendário.


O calendário de Zelesniak contraria a expectativa de pin ups em trajes sumários ou clássicos modelos de carros americanos.Segundo considerações de Marcos Moraes, professor titular de História da Arte na Fundação Armando Álvares Penteado: "A fotografia, para ele, significa identidade e não diversidade do lugar registrado. Não significa portanto, fotografar os lugares comuns da paisagem e do nosso imaginário; não interessando a imagem cartão postal, esta acaba surgindo, irremediavelmente, em meio ao mar de imagens produzidas, tornando-se forma de afirmação do lugar”.

Acaso


Jaqueline Joner
27/08 a 29/09/2002
Com imagens obtidas a partir de acidentes de laboratório, Jacqueline Joner trabalhou com imprevistos e surpresas na exposição Acaso.


A exposição apresenta oito imagens em P&B que Jaqueline Joner produziu ao longo de sua carreira e descartou, por algo não ocorrer como deveria, materializando o acaso de forma inusitada. É uma homenagem ao meio, aos produtos químicos, ao cheiro, à densidade dos líquidos, às paredes do laboratório.



Um Fotograma


Leandro Selister
08/10 a 30/11/2002


Impressão em grande dimensão de Leandro Selister, em lona backlight, a partir da fotografia do artista.