sexta-feira, 3 de maio de 2013

A FLORESTA FANTÁSTICA DE ROGÉRIO LIVI EM EXPOSIÇÃO NA GALERIA LUNARA


 A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria da Cultura de Porto Alegre inaugura em 09 de maio, às 19h, a exposição Floresta Fantástica, de Rogério Livi, que ocupará a Galeria Lunara (5º andar da Usina do Gasômetro) até 09 de junho. 

Floresta Fantástica é parte de um projeto maior, a procura de pinturas ou desenhos feitos exclusivamente pelas forças e materiais da natureza. Livi relata que fotografou essas imagens, instantes de “paisagens” em contínua mutação, em caminhada numa praia distante. O fenômeno inusitado que as gera resulta das interações do mangue e do trabalho das ondas com a areia, a qual serve de suporte para esses desenhos. Os pigmentos dominantes provém das infiltrações do material orgânico que se desloca com as flutuações das marés.

Segundo o artista, a Galeria Lunara parece ter sido feita especialmente para este projeto, pois, além das fotografias, permite a projeção dos pequenos vídeos em loop, nos quais capturou alguns momentos daquela atividade do mar, da areia e da infiltração do mangue.

Natural de Cachoeira do Sul, Rogério Livi é Doutor em Física, pela UFRGS, onde foi professor e pesquisador. Desde 1998 cursa oficinas no Atelier Livre da Prefeitura e dedica-se, principalmente, à fotografia, escultura, desenho e história da arte.

Desde 2005, Rogério Livi tem apresentado seu trabalho em exposições coletivas e individuais, tendo recebido vários prêmios, dentre eles, Artista Revelação (Açorianos de Artes Plásticas de 2008) e Artista Revelação (RBS Cultura, 2009).

Abaixo, texto de Paula Ramos, escrito especialmente para a exposição:

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Os desenhos encontrados de Rogério Livi


“Olhe para certos muros manchados de umidade ou para pedras de cores irregulares. Se você usar algumas lembranças, poderá ver nelas paisagens adornadas com montanhas, ruínas, rochas, florestas, grandes planícies, colinas e vales em grande variedade. Olhe novamente e verá batalhas e estranhas figuras numa ação violenta, expressões de faces, roupas e uma infinidade de coisas.” Leonardo da Vinci




Ao escrever as notas que dariam origem ao livro conhecido como Tratado da Pintura, Leonardo da Vinci (1452–1519) recomendava que os artistas exercitassem a imaginação apreciando manchas e texturas em velhos muros. Seus apontamentos, voltados ao processo criativo do pintor, sinalizam algo fundamental também ao espectador: a capacidade de observar, de reconhecer e de imaginar. Tal consciência, da imagem que engendra novas imagens, estimulou diversos artistas ao longo dos séculos, de Alexander Cozens (1717–1786) a Vera Chaves Barcellos (1935), e serviu de mote ao grande historiador da arte Ernst Gombrich (1909–2001). Em um dos textos mais instigantes de Arte e Ilusão, Gombrich discorre sobre a faculdade humana de projeção, que se manifesta, por exemplo, quando identificamos nas nuvens formas de coelhos, cavalos, trens. Rogério Livi, com sua Floresta Fantástica, aborda o mesmo tema, porém de modo distinto. Isso porque ele é, primeiramente, o espectador embevecido e, na sequência, o artista proponente do que denomina “desenhos encontrados”.

Caminhando por uma praia do Nordeste brasileiro, Rogério se deparou com estranhas formações que despontavam, discretamente, à beira mar. Sacou a máquina fotográfica do bolso e registrou, com o cuidado de excluir elementos desviantes, o que lhe parecia uma deslumbrante floresta. Nela predominam troncos encurvados e esguios, copas diminutas e desfolhadas, as cores rebaixadas de uma mata outonal, a sugestão de trilhas na caprichosa ilusão da terceira dimensão... Misteriosos, esses “desenhos” são, na sua estrutura primordial, obras da natureza: eles resultam da confluência da água sedimentosa do mangue com a água salgada do mar, em escala diminuta. Estaríamos diante de mais um invulgar fenômeno físico-químico, se o olhar atento e sensível do artista não tivesse registrado, em meio ao rápido movimento das ondas e ao deslizar contínuo das areias, as linhas que lhe sugeriam paisagens tão quiméricas, o prodigioso artifício em meio à natureza.

As fotografias/desenhos de Floresta Fantástica apontam a sutil articulação de dois domínios: o da ciência, com sua busca pela compreensão racional dos fatos, e o da arte, com sua interpretação poética dos mesmos fatos. Não é de admirar que Rogério tenha circulação franca nas duas áreas. Respeitado pesquisador de Física, o Professor Titular aposentado da UFRGS sempre teve fascínio pela imagem e, sobretudo, pelos arranjos mínimos da matéria, que examinava através de microscopia eletrônica. Gostava, igualmente, de analisar marcas e vestígios na natureza, reconstruindo suas possíveis origens. Assim, quando iniciou seu percurso no campo da arte, estendeu a seus trabalhos essa experiência, explorando genuinamente aspectos como equilíbrio, suporte, movimento, bem como o caráter indicial da imagem, que ele enxerga no e através dotempo. O artista tem consciência de que seus desenhos – sejam eles provocados pelo vigoroso choque entre bolhas de sabão e papel; derivados do processo de infiltração do mangue na areia da praia; ou estruturados nas constelações sugeridas pelos galhos de árvores que coleta – são decorrência de várias camadas de tempo: o tempo da matéria, da conformação e da dissipação e o tempo que confere maturidade e segurança ao olhar, permitindo-lhe a surpresa e o encantamento da descoberta, seja na esfera da ciência ou da arte.

Rogério Livi integra o grupo de artistas para o qual observar o mundo sensível com desvelo, como preconizado por Leonardo da Vinci, é a base da criação. Seu exercício substancial reside, portanto, em permitir-se olhar, recolher e propor novas relações. Daí a importância dos títulos em suas obras. Eles jamais são fortuitos, agindo como delicados catalisadores no processo associativo e simbólico provocado pelas imagens. Com Floresta Fantástica, Rogério nos convida a percorrer esse ambiente onírico e de fantasia, descortinado num final de tarde de inverno à beira da praia. Para os que cresceram lendo as histórias dos Irmãos Grimm, trata-se de um autêntico cenário de conto de fadas.
Paula Ramos
Crítica de arte, professora-pesquisadora do Instituto de Artes da UFRGS
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Floresta Fantástica
Rogério Livi
Galeria Lunara
(5º andar da Usina do Gasômetro)
Abertura dia 09 de maio, às 19h
Visitação até 09 de junho de 2013
de terças a domingos -  das 9 às 21h





quarta-feira, 27 de março de 2013

ESTUDOS PARA INUNDAÇÃO, DA ÍO



A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura inaugura em 04 de abril de 2013, às 19h, a exposição Estudos para Inundação, da Ío, que ocupará a Galeria Lunara (no 5º andar da Usina do Gasômetro) até o dia 05 de maio.


Ío é o alter ego do casal de artistas Laura Cattani e Munir Klamt que, desde 2002, vem realizando experimentações e pesquisas artísticas, buscando promover diálogos e integração entre diversas formas de expressão, como intervenção urbana, fotografia, instalação, performance, música experimental e videoarte.

Estudos para Inundação é uma exposição da Ío que parte de fotos, esculturas, intervenções sonoras e vídeo para articular uma reflexão sobre como as forças da natureza e da cultura se auto-organizam em um conflito indefinido e moldam ao mundo e a nós.
Inundação, contenção e transbordamento, em suas diversas dimensões de significado, estão presentes em matérias tais como sal, polímeros, rochas, instruções, instrumentos eróticos, teorias arcaicas, chocolate e tempo. Esses elementos são tanto forças gravitacionais quanto regras de um jogo que, apesar de massivamente atuante, nos permanece sedutoramente secreto. Estudos para Inundação age como uma especulação sobre essa máquina invisível.

Laura Cattani é Mestre em Poéticas Visuais e Bacharel em Interpretação Teatral pela UFRGS, tendo completado sua formação com Jailton Moreira, Maria Helena Bernardes, entre outros.

Munir Klamt é Mestre em Poéticas Visuais e Bacharel em Pintura, com curso de especialização em Economia da Cultura pela UFRGS e atualmente realiza Doutorado em Poéticas Visuais pela UFRGS, tendo formação, ainda, na área de cinema e iluminação.

Enquanto Ío, os artistas realizaram diversas exposições, performances e intervenções, destacando-se: www.io.art.br, um projeto de web arte lançado em 2012; as exposições Do Lado de Fora de um Quarto Fechado e Halo – selecionadas pelo Prêmio IEAVI de Incentivo às Artes Visuais em 2012 e 2011, respectivamente; Autochoque, projeto artístico multimídia realizado no Museu do Trabalho (espetáculo), na Usina do Gasômetro (exposição) e em http://autochoque-io.blogspot.com/ (blog) Indicado ao V Prêmio Açorianos na categoria Destaque em Projeto Alternativo de Produção Plástica (2010); e ZEDE ETES – O Estranho Equívoco de A. Hilzendeger Feltes, exposição multimídia realizada no Paço da Prefeitura e vencedor do III Prêmio Açorianos na categoria Destaque em Mídias Tecnológicas.

Estudos para Inundação
Ío
(Laura Cattani & Munir Klamt)
Galeria Lunara
(5º andar da Usina do Gasômetro)
Abertura dia 04 de abril, às 19h
Visitação até 05 de maio – de terças a domingos - das 9 às 21h
Fones 3289 8135



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA MOSTRA OS CAMPOS DE CIMA DA SERRA SOB UMA NOVA ÓTICA


Quase Paisagem, Micro Paisagem, dos fotógrafos Cristiano Sant’Anna e Flávia de Quadros, fica em cartaz na Galeria Lunara de 21 de fevereiro a 24 de março

Os fotógrafos Cristiano Sant’Anna e Flávia de Quadros apresentam, de 21 de fevereiro a 24 de março, a exposição Quase Paisagem, Micro Paisagem na Galeria Lunara da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. O coquetel de abertura acontece no dia 21 de fevereiro às 19 horas.

Quase Paisagem, Micro Paisagem é um trabalho autoral dos dois repórteres fotográficos gaúchos que, em 2012, percorreram os municípios de São José dos Ausentes, Cambará do Sul e Bom Jesus, nos Campos de Cima da Serra, buscando novas possibilidades de percepção daquela região, conhecida por seus cânions e sua vegetação exuberante. O resultado das expedições mostra dois olhares distintos sobre um mesmo cenário: Cristiano clicou “quase paisagens” que marcam e registram a passagem do tempo, enquanto que Flávia apontou sua câmera para o que não pode ser percebido à primeira vista. 

Das 13 fotografias apresentadas na exposição, quatro são “quase paisagens” em grande formato e foram tomadas com baixa velocidade de obtenção, transformando a imagem em um registro intuitivo que condensa tons de verde, azul e marrom, essência dos recortes de céu, vegetação e solo característicos do lugar. Nas outras nove fotografias o que se vê são “micro paisagens” em pequeníssimas composições efêmeras. Há nessas imagens uma predominância sutil da água, paisagem quase invisível formada pela neblina, pela “viração” constante ou cristalizada pela passagem gélida do vento minuano sobre as pedras úmidas.
A exposição foi selecionada no Edital para Ocupação da Galeria dos Arcos e da Galeria Lunara de 2013. A realização é da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre da agência fotográfica Índicefoto.

Sobre os fotógrafos
Flávia de Quadros - Professora de Fotografia da Famecos/PUCRS, é Mestre em Artes Visuais pela UFRGS e Especialista em Produção Cinematográfica pela PUCRS. Atua como fotojornalista desde 1995, com passagens pelos jornais Zero Hora e Jornal do Comércio, do qual foi editora de fotografia por cinco anos.  É sócia de Cristiano Sant’Anna na agência de fotojornalismo Indicefoto, empresa com experiência em fotografia editorial e de cobertura fotográfica de grandes eventos como a Bienal de Artes Visuais do Mercosul, o Gramado Cine Vídeo, o Fórum Internacional do Software Livre e a Campus Party Brasil. Nos últimos anos tem se dedicado também à área editorial, ilustrando livros institucionais e do setor de tecnologia.

Cristiano Sant´Anna - é jornalista e atua como repórter fotográfico há 15 anos. Trabalhou para jornais do sul do Brasil como Zero Hora e Correio do Povo, em Porto Alegre. Entre seus projetos autorais destacam-se a exposição fotográfica - em parceria com Flávia de Quadros - Duas Margens (2009), sobre a frontalidade entre Buenos Aires e Colônia do Sacramento, e a cobertura do Fórum Social Mundial em Belém do Pará. Em 2011 e 2012 foi selecionado para apresentar seu trabalho no NanoFotoFest, de Buenos Aires. Atualmente desenvolve um projeto selecionado pelo FUMPROARTE, o fotolivro Arquipélago, sobre comunidades de pescadores nas ilhas do Delta do Jacuí, em Porto Alegre, e o webdocumentário Campos de Cima, desdobramento da presente exposição. 
Exposição fotográfica Quase Paisagem, Micro Paisagem, de Cristiano Sant’Anna e Flávia de Quadros
De 21 de fevereiro a 24 de março de 2013
Abertura: dia 21 de fevereiro, quinta-feira, às 19h
Galeria Lunara – Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551 - Centro - Porto Alegre, RS)
Visitação: terça a sexta das 9h às 21h, sábado e domingo das 10h às 21h

Atendimento à imprensa
Adriana Martorano | jornalista 
adrianamartorano@gmail.com | 00 55 51 9213 6558 | 
http://br.linkedin.com/in/adrianamartorano | skype adriana.martorano

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

RESULTADO DA SELEÇÃO DO CONCURSO Nº 20/2012


RESULTADO DA SELEÇÃO DO CONCURSO Nº  20/2012
Edital para Ocupação da Galeria dos Arcos e da Galeria Lunara / 2013
Processo Administrativo  nº 001.040787.12.5

Aos sete dias do mês de janeiro do ano de 2013, às quatorze horas e trinta minutos, na Sala da Coordenação de Cinema, sito na  Usina do Gasômetro, sito à  Av. Pres. João Goulart, 551 / 3º andar, Porto  Alegre,   reuniram-se  os    membros  da  Comissão  de  Seleção,   encarregada  de  selecionar  os  trabalhos  inscritos  no concurso 20/2012. 
A Comissão de Seleção, composta por Anete Maria Abarno Peres, Gabriela Kremer Motta e Renata Stoduto, selecionou, dentre as 14 propostas apresentada, os seguintes projetos:  
Selecionado para Galeria dos Arcos: Lucia Simon  - representante do Projeto Contato. 
Selecionados para Galeria Lunara: Rogério Pohlmann Livi  e Nelton Pellenz. 
O júri indicou ainda dois artistas como suplentes na Galeria Lunara: Cristiano Sant’Anna e Luane Aires.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

EDITAL PARA OCUPAÇÃO GALERIA - Inscrições até 21 de dezembro


A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia, da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre – PMPA, comunica aos interessados que estará recebendo, de 10 a 21 de dezembro, na forma da Lei 8.666/93, documentação referente ao concurso Edital para Ocupação da Galeria dos Arcos e da Galeria Lunara / 2013.

Serão selecionados até 02 projetos para a Galeria Lunara e até 02 projetos para a Galeria dos Arcos - ambas localizadas na Usina do Gasômetro – para o ano de 2013, sendo que cada projeto permanecerá em exposição por, no mínimo, 30 dias.

Poderão participar artistas com trabalhos em foto e/ou vídeo.

Os candidatos deverão apresentar, no momento da inscrição:

• Ficha de inscrição preenchida (em anexo);
• Portfólio contendo currículo e fotos dos trabalhos a serem expostos.
• Projeto da exposição, com previsão do número de imagens e respectivas dimensões, para a ocupação da Galeria Lunara ou da Galeria dos Arcos.
Para a seleção podem ser apresentadas cópias em tamanhos convencionais. Ex. 20 x 25 cm.
Deve ser informado, no verso da foto, o tamanho e suporte em que a mesma será apresentada na exposição, caso o projeto seja selecionado.

Cronograma:
Inscrições: 10 a 21 de dezembro de 2012
Seleção dos Trabalhos: 7 de janeiro de 2013
Devolução dos Portfólios: 09 a 18 de janeiro de 2013

Regulamento completo pode ser solicitado pelo e-mail galerialunara@gmail.com

As inscrições serão realizadas no período de 10 a 21 de dezembro, das 9h às 12h e das 14h às 17h, na Coordenação de Cinema Vídeo e Fotografia - Usina do Gasômetro, Avenida Presidente João Goulart, 551, 3º andar, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, CEP 90010-120.
Inscrições encaminhadas via correio deverão ser postadas para o endereço acima, até a data limite da inscrição, 21 de dezembro. Não serão aceitas inscrições com data de postagem posterior.



terça-feira, 6 de novembro de 2012

GALERIA LUNARA RECEBE EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS PINHOLE DE NEUZA ZINI



A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura convida para visitação da exposição Fotografias Pinhole, da artista Neuza Zini, que ocupará a Galeria Lunara (5º andar da Usina do Gasômetro) no período de 09 de novembro a 08 de dezembro de 2012.

A exposição apresentará o resultado de pesquisa desenvolvida pela artista entre 2010 e 2011, utilizando a técnica Pinhole. A proposta foi fotografar objetos do cotidiano ressaltando suas formas, deixando de lado a carga simbólica ou a narrativa que lhes poderia ser atribuída. A hiper exposição dos objetos fotografados à luz natural ressalta, ainda mais,  sua volumetria.

Neuza Zini é formada em Desenho e Plástica pela UFRGS e participa de atividades do Núcleo de Artes Visuais de Caxias do Sul dede 1991. Realizou individuais na Galeria de Artes da Universidade de Caxias do Sul, Galeria de Artes da Casa de Cultura Percy Vargas de Abreu e Lima e várias coletivas como: NAVI Mostra Caxias (MARGS), Referências, Buscas, Vestígios (Galeria Iberê Camargo/Usina do Gasômetro), Mulheres Gravuristas (Galeria Municipal de Arte/ Caxias do Sul), tendo sido premiada no VI Salão do Mar de Antonina (PR).



Fotografias Pinhole
Neuza Zini
Galeria Lunara
(5º andar da Usina do Gasômetro)
Visitação até 09 de novembro a 08 de dezembro de 2012
de terças a domingos - das 9 às 21h


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

ANA HUPE E MAYRA REDIN UNIDAS POR UM FIO NA GALERIA LUNARA



A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura inaugura, dia 27 de setembro, às 19 horas, na Galeria Lunara (5º andar da Usina do Gasômetro), mais uma exposição da série Conjunto, iniciada em 2006.   Intitulada FIO, a exposição reúne trabalhos das artistas Ana Hupe (RJ) e Mayra Martins Redin (nascida em Porto Alegre – atualmente residindo no Rio de Janeiro).

As exposições da série Conjunto surgiram a partir de uma iniciativa da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia que, em 2006, convidou um coletivo para produzir trabalhos pensados diretamente para a Galeria Lunara dentro de uma lógica de ocupação site-specific. Cinco artistas – Adriane Vazques, Gustavo Jahn, Kátia Prates, Luiz Roque e Vilma Sonaglio – e a pesquisadora, Gabriela Motta apresentaram as mostras  Conjunto (1) e Conjunto (2).


No ano seguinte, o coletivo foi inteiramente renovado, contando com André Venzon, Marcelo Gobatto, Mariane Rotter, Tiago Giora e Fernando Bakos na formação do grupo e, finalmente, na 4ª edição do projeto, Luiz Roque e André Venzon  debruçaram-se sobre a arquitetura da Galeria e produziram um diálogo conceitual cujo resultado foi a construção de um ambiente de características sacras, que evocava a atmosfera de uma cripta.


Esta 5ª edição da série retoma o conceito de construção de um trabalho coletivo e reúne as artistas Ana Hupe e Mayra Martins Redin, que conceberam a mostra FIO, cujo título já resume a ideia propulsora da exposição: fortalecer e entender melhor, através da arte, as relações fragilizadas em função das distâncias e do tempo acelerado.


A mostra FIO surgiu de cruzamentos entre alguns trabalhos de ambas. As obras apresentadas partem da ideia das distâncias e proximidades nas relações. São instalações fotográficas e sonoras, vídeos, textos e livros que visibilizam experiências de encontros propostos. Tais proposições fazem uso de palavras e objetos para provocar o diálogo entre o artista e outras pessoas, numa tentativa de potencializar relações.

Na instalação fotográfica Porta-retrato, Ana Hupe investiga o universo doméstico de 23 pessoas. Durante um mês a artista visitou casas de conhecidos e desconhecidos para passar uma tarde com eles. Em cada casa a artista fotografou um porta-retrato. As imagens, colocadas em outra moldura,  compõem uma nova “sala de casa” sugerida no espaço expositivo. A instalação se completa com um diário das visitas.

Registros visuais e sonoros de outra deriva, desta vez por um espaço público, a Vila Mimosa, conhecida como a zona do baixo meretrício do Rio de Janeiro, podem ser vistos, lidos e ouvidos. VM é uma espécie de diário nas paredes do encontro com este espaço marginal.
 O trabalho fotos@still_here. Passwort: nossas  é de autoria de Ana Hupe e da artista Johanna Steindorf, radicada na Alemanha. As duas trocaram duas câmeras fotográficas analógicas descartáveis durante dois anos, até as 36 poses acabarem, fazendo fotos às escuras uma para outra. A correspondência por imagens era levada e trazida por um correio afetivo -  amigos ajudavam a transportar as câmeras de uma para outra.


Na instalação fotográfica Metade cheio metade vazio, que une texto e fotografia, a artista Mayra Martins Redin apresenta uma experiência proposta na residência artística Nuvem, em Visconde de Mauá, RJ.  Munida de uma máquina analógica descartável subaquática, a artista propôs que cada artista da residência escolhesse um objeto pessoal relacionado à temática das mudanças (geográficas, afetivas) para ser imerso na água e fotografado. A artista fez pequenas anotações acerca das histórias que foram sendo compartilhadas e uniu-as às imagens.

Horizonte Onde, é um livro que surge de uma proposta afetiva. Um objeto que é um pedaço de vidro retangular com a inscrição das duas palavras: horizonte e onde  foi dado para algumas pessoas para que elas procurassem seu(s) horizonte(s) através do recorte oferecido pelo vidro  e pelas palavras. O livro é feito das imagens produzidas pelos participantes, além de uma inserção de páginas quase vazias com o intuito de propor uma metáfora para a experiência da leitura.

Além dessas obras, outros trabalhos serão apresentados, colocando em rede pequenos desejos de compartilhamento no intuito de dar sentido e registrar as relações e traçá-las na superfície do mundo.


FIO
conjunto (5)
Ana Hupe  e Mayra Martins Redin
Curadoria: Bernardo de Souza

Abertura dia 27 de setembro de 2012,  às 19 horas
Visitação de 28 de setembro a 28 de outubro, das 09 às 21 horas

Galeria Lunara
Usina do Gasômetro – 5º andar
Av. Pres. João Goulart, 551 - Porto Alegre - RS
Fone 3289 8133
www.galerialunara.blogspot.com
www.facebook/galerialunara

Último final de semana para conferir exposição de Luciano Spinelli

Até domingo, a exposição Metrô de Paris pode ser conferida na Galeria Lunara.




terça-feira, 21 de agosto de 2012

LUCIANO SPINELLI TRAZ O METRÔ DE PARIS PARA DENTRO DA GALERIA LUNARA



A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura inaugura em 23 de agosto, às 19h, a exposição Metrô de Paris, de Luciano Spinelli, que ocupará a Galeria Lunara até o dia 23 de setembro. Na abertura da exposição, o DJ francês

Dunwich estará presente, junto com o artista, fazendo um set live no qual mixa os sons do metrô parisiense produzindo uma atmosfera sonora que é característica do local retratado.

Na exposição, Luciano apresenta um novo olhar sobre o Metrô de Paris, um complexo que possui 16 linhas que se estendem por 214 quilômetros e transporta 3,9 milhões de pessoas por dia, ocupando o quarto lugar no mundo em volume de passageiros e o terceiro em número de estações.


Metrô de Paris intui uma reconstituição sinestésica do imaginário subterrâneo de um condutor e de um passageiro do metrô parisiense. Para isso, o artista associa fotografia, áudio e vídeo dentro do espaço preto, quadrado e íngreme que é a Galeria Lunara. A exposição é composta de impressões fotográficas em preto e branco apresentadas horizontalmente, duas a duas, como um díptico informal de um vídeo filmado desde a cabine docondutor, mostrando as entradas e saídas do túnel da linha 6 do metrô parisiense e de uma ambientação sonora criada pelo DJ Dunwich.

Luciano Spinelli é fotógrafo e videomaker, vivendo entre Paris e São Paulo. PhD em Comunicação Visual (Universitat Pompeu Fabra, Barcelona) e Sociologia (Université Paris Descartes Sorbonne). Seu trabalho focaliza a vida urbana, a foto-etnografia e o imaginário da sociedade pós-moderna. O presente projeto foi desenvolvido durante sua pesquisa de doutorado. Suas fotografias podem ser vistas no site: www.lucianospinelli.com.

Conforme o artista "Nas fotografias, adentramos um nível intersticial do organismo urbano: o metrô. Um estágio mecânico da vida em sociedade que é sonorizado pela fricção do metal contra metal. Descrito por Marc Augé como “a coletividade sem a festa e a solidão sem o isolamento”, no metrô estamos mais próximos de nossa natureza predadora. Nessa parte da cidade fadada à escuridão, observa-se uma verdadeira ecologia urbana guiada por uma sinalética que se repete internacionalmente. As inscrições que ali repousam, o cheiro dos trens, os anúncios entoados pelos autofalantes, ajudam a conformar um imaginário subterrâneo no indivíduo que passa a catraca e se torna passageiro. Captando signos verbais e não verbais, fotografias, vídeo e som representam fragmentos da estética polifônica do metropolitano.


A forma e a atmosfera da galeria é de fundamental importância para o desenvolvimento sinestésico dessa exposição. Chega-se de elevador e, assim como se estivesse entrando em um metrô, depara-se com um espaço escuro e claustrofóbico. Com luzes direcionais que iluminam as fotografias na parede, o visitante percorre o espaço por uma passarela com chão gradeado e metálico. Ele vê, projetado no fundo da tremonha, um vídeo do ponto de vista do condutor do metrô parisiense. Ouve os barulhos do trem, as vozes dos avisos dados aos passageiros, o zumbido de fechamento das portas e outros sons típicos daquele espaço, ritmados ao vídeo e remixados pelo DJ francês Dunwich (http://soundcloud.com/djdunwich)".

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Fernando Schmitt escreveu o texto abaixo sobre a exposição:

Entre um ponto e outro no mapa há um túnel sem paisagem onde os expressos subterrâneos penetram a escuridão e aceleram o trajeto em detrimento da vista. Ali os caminhos são limitados por ferro e poucos são os iniciados nos segredos das bifurcações. Sobre as janelas desnecessárias, fantasmas postam mensagens em tipografias indecifráveis; desejo de provar por imagem um existir periférico.

Abaixo da terra, após vencer as catracas, o passageiro torna-se parte de um coletivo contingente e efêmero composto de pequenas solidões. Cumpre o itinerário solavanco, mergulho, mantra urbano entoado no autofalante, trepidação, claustrofobia, discurso monocórdio de lamentação e súplica, baldeação, vaivém, arribação e tudo de novo. Confia na possibilidade de emergir, de cruzar o umbral da estação ainda crente da existência do mundo, cidade e luz.

Etnógrafo em campo fértil, Luciano espia e observa o tempo suspenso da meditação involuntária. Deriva em um espaço ocupado por deslocamentos e transeuntes. Testemunha o cruzamento de olhares, o enlace superficial das existências, os vultos céleres no embarcadouro. Tece uma arqueologia dos assentos e dos pisos. Maneja um aparelho que permite levar-se por dúvidas e que obedece a uma intuição vagabunda.


Fernando Schmitt, professor, fotógrafo e pedestre quase sempre.


Metrô de Paris

Luciano Spinelli

Galeria Lunara

Abertura 23 de agosto de 2012, às 19h

com a presença do artista e do DJ francês Dunwich

Visitação de terças a domingos, até dia 23 de setembro

galerialunara@gmail.com

quinta-feira, 26 de julho de 2012

GALERIA LUNARA APRESENTA 3 FACES DO DESEJO


A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura realiza, de 31 de julho a 19 de aggosto de 2012, a mostra O Desejo, na Galeria Lunara (5º andar da Usina do Gasômetro).

Na mostra O Desejo, trechos de grandes obras cinematográficas ganham exibição na Galeria Lunara. As sequências extraídas dos filmes Zabriskie Point, de Michelangelo Antonioni, Mulheres Apaixonadas, de Ken Russel, e Da Vida das Marionetes, de Ingmar Bergman, são marcadas pela expressão intensa do desejo sexual, evidenciada no embate físico entre os corpos dos personagens que se confrontam em batalhas ora românticas, ora letais.


Em comum, as passagens apresentam pouco ou nenhum diálogo, o que reforça o caráter eminentemente físico das cenas, performáticas em sua coreografia e viscerais em sua teatralidade. Devido à sofisticação plástica das imagens e à atmosfera cênica coesa, as sequências gozam de uma autonomia semântica raramente encontrada no cinema tradicional, pois prescindem da linguagem verbal articulada pelo roteiro para explicitarem seu sentido dramático.




Ao serem exibidas numa galeria, e descontextualizadas da obra para a qual originalmente foram pensadas, estas sequências reiteram não apenas a maestria de seus realizadores, mas a qualidade de suas imagens que se impõem repletas de força e plasticidade não importa onde sejam vistas. Fora da sala de cinema e destacadas da narrativa cinematográfica, as cenas ganham independência no espaço e no tempo, deslocando seu sentido do plano verbal para o campo essencialmente visual.


Visitação de 31 de julho a 19 de agosto, de terças a domingos - das 9 às 21h.