segunda-feira, 22 de julho de 2013

NELTON PELLENZ APRESENTA, NA GALERIA LUNARA, EXPOSIÇÃO QUE EXPLORA OS EFEITOS DA LUZ



A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria da Cultura de Porto Alegre inaugura em 25 de julho, às19h, a exposição FIAT LUX , de Nelton Pellenz, que ocupará a Galeria Lunara (5º andar da Usina do Gasômetro) até o dia 25 de agosto.



Nesta exposição Nelton apresenta um conjunto de fotografias de espaços urbanos, registrados à noite, utilizando o ajuste da velocidade do obturador da câmera para modificar os ambientes percebidos. Os pontos de luz foram os condutores para o enquadramento de cada cena e, nesse contexto, a arquitetura, a vegetação e outros elementos, que impediam a sua passagem, auxiliaram na configuração desses novos cenários. O artista busca, com esse enfoque, criar uma cidade particular que emerge da noite escura e que é lida a partir da peculiaridade das suas luzes.

Nelton Pellenz nasceu em São Paulo das Missões, RS, em 1967, e atualmente vive e trabalha em Porto Alegre.
Graduado em Administração de Empresas, fez cursos na área artística com Charles Watson, Jailton Moreira e Maria Helena Bernardes, entre outros. Desenvolve experimentações em vídeo desde 2005 e com a fotografia, desde 2009. A partir de 2011, sua pesquisa com a fotografia está relacionada às possiblidades visuais geradas pelo ajuste da velocidade e da abertura do obturador da câmera.

Em 2013, realiza a exposição individual Conjunto Habitacional, na Fotogaleria Virgílio Callegari, em Porto Alegre. Entre as exposições coletivas recentes, estão: FONLAD # 09, Festival Internacional de Artes Digitais, em Coimbra, Portugal e VI Festival de Vídeo Arte de Barcelona, na Espanha, em 2013; UpTo3’ – Brazilian Short Animation & New Media Exhibition of Toronto, no Canadá e Imagem-contato – Mostra SESC de Artes, em São Paulo, em 2012; Caos e Efeito, na Galeria Itaú Cultural, em São Paulo, em 2011. Entre as premiações recentes, estão: menção honrosa no 6o Vivo arte.mov – Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis, em 2012, em Belo Horizonte e Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, em 2010.

Em 2012, participa do MAC Encontra os Artistas, organizado pelo Grupo de Estudo em Crítica e Curadoria do Departamento de Artes Plásticas da ECA/USP.
É co-organizador do Coletivo Cine Água desde 2006, juntamente com o artista Dirnei Prates. Possui obra no acervo do MAC/RS.


FIAT LUX
Nelton Pellenz
Abertura dia 25 de julho às 19h
Galeria Lunara
Visitação até 25 de agosto
De terças a domingos, das 9 às 21 h
Informações
neltonpellenz@yahoo.com.br
www.galerialunara.blogspot.com
www.cineagua.blogspot.com
www.youtube.com/cineagua

quinta-feira, 18 de julho de 2013

SÁBADO, 20 DE JULHO, ÚLTIMO DIA PARA VER WILLIAN RABAN

Dia 20 de Julho, próximo sábado, última oportunidade para conferir a Mostra Willian Raban, que está aberta à visitação na Galeria Ibeê Camargo (Térreo da Usina) e Galeria Lunara (5º andar da Usina).



quarta-feira, 26 de junho de 2013

WILLIAN RABAN EM PORTO ALEGRE

Teaser de divulgação do Cine Esquema Novo apresenta Willian Raban falando de seu trabalho.

As videoinstalações de Raban podem ser conferidas na Galeria Lunara (5º andar) e Galeria Iberê Camargo (térreo da Usina do Gasômetro) até dia 21 de julho de 2013.


 

VIDEOINSTALAÇÕES
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Galeria Lunara (5º andar) 
exibição do video The Houseless Shadow (2011)


The Houseless Shadow foi um dos filmes de destaque da exposição 
Dickens and London, que esteve em cartaz no Museum of London 
entre 08 de dezembro de 2011 e 10 de junho de 2012. 

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Galeria Iberê Camargo (andar térreo) 
exibição dos vídeos Time and the Wave (2013) 
e About Now MMX (2010)

About Now MMX teve première na Tate Modern 
e foi exibida posteriormente em cinemas  e como instalação de galeria 
na Helsinki Photo Biennial (2012) e na exposição 
Troubled Waters, no Kuandu Museum of Fine Arts, em Taiwan (2013). 
Raban apresentou filmes multitela e também a obra 
Duchamp’s Dissent (2012), 
uma instalação digital com três telas, no programa 
The Tanks: Art in Action, 
da Tate Modern (16-21 de outubro de 2012).


Time and the Wave  tem estreia mundial em Porto Alegre 
e conta com cenas como esta, do funeral de Margaret Thatcher.


William Raban - Time and the wave
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O britânico completa sua participação no CEN-E na própria abertura do festival, no dia 19/06, quando um barco para convidados vai navegar pelo Rio Guaíba, saindo a partir da Usina do Gasômetro, para projetar seu emblemático longa-metragem Thames Film (1986). Esta atividade será restrita a convidados.

Nascido em Fakenham, Norfolk, em 1948, William Raban formou-se em pintura na St. Martins School of Art, em 1967. Foi diretor do London Filmmaker’s Co-op Workshop (uma associação de cineastas experimentais interessados em explorar criticamente o potencial das imagens em movimento) de 1972 a 1976, além de ter feito parte do coletivo Filmaktion, que movimentou a cena londrina dos anos 1970 com uma série de projetos de cinema expandido recentemente resgatados pelo Tate Modern. Ao longo das décadas realizou mais de 40 filmes, muitos deles têm Londres como tema. Atualmente é professor de cinema no London College of Communication (University of the Arts London).

Além de Raban, a programação do CEN-E conta com a participação dos artistas brasileiros convidados Carlosmagno Rodrigues (MG), Distruktur (Melissa Dullius & Gustavo Jahn) (RS – Alemanha), Guto Parente (CE), Ricardo Alves Jr. (MG) e Sérgio Borges (MG), que realizam video instalações na Galeria Ecarta e sessões de cinema e seminários no Santander Cultural. Além disso, um curso (com seleção aberta) ministrado por Maria Helena Bernardes completa a grade de atividades desta edição compacta e especial do CEN.


WILLIAN RABAN


De 20/06 a 21/07 - Exibição Videoinstalações 
Galeria Lunara (5º andar da Usina do Gasômetro) e
e Galeria Iberê Camargo (andar térreo da Usina do Gasômetro)

Visitação de terças a sextas-feiras, das 9 às 21h 
e finais de semana das 10 às 21h.

Informações

Fones 3289 8133 / 3289 8135
 Programação completa do Cine Esquema Novo em
 www.cineesquemanovo.org

quinta-feira, 20 de junho de 2013

MASTER CLASS COM WILLIAN RABAN E ABERTURA EXPOSIÇÕES SERÃO ADIADAS

Comunicamos que, devido ao fechamento do prédio da Usina do Gasômetro, hoje, a partir das 17h, por determinação do Sr. Prefeito,  as atividades programadas: Master Class do artista britânico Willian Raban e Coquetel de abertura de suas videoinstalações na Galeria Lunara e Galeria Iberê Camargo ficam adiadas.
Logo estaremos divulgando nova data.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

WILLIAN RABAN NA LUNARA, IBERÊ E SALA P. F. GASTAL

A Usina do Gasômetro é a base das atividades envolvendo a presença do artista britânico William Raban em Porto Alegre. Vindo ao Brasil pela primeira vez enquanto convidado especial do Cine Esquema Novo Expandido, Raban é um pioneiro no conceito e na prática do que se convencionou chamar cinema expandido, ultrapassando a sala de cinema e a relação linear entre projeção, plateia e tela de exibição. 

Alguns de seus trabalhos mais marcantes farão parte da programação do CEN-E na Usina, graças a uma colaboração direta com a Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria da Cultura de Porto Alegre, ao lado da 9ª Bienal do Mercosul / Porto Alegre.

No dia 20 de junho, às 18h30 na Sala P. F. Gastal, Raban vai liderar a master class Materialidade do Tempo: o suporte fílmico e a cidade , cuja participação dependia de inscrições que foram realizadas até 10 de junho. A partir do filme-performance Take Measure (1973), que será reproduzido ao vivo na sala, o artista vai apresentar trechos de diversas obras suas para discutir a utilização do suporte filme na construção de ensaios cinematográficos sobre a cidade de Londres. Confira uma imagem de Take Measure via no.w.here

take_measure_william_raban_credito_foto_no.w.here



No mesmo dia 20/06, a partir das 20h30, Raban acompanha pessoalmente a abertura de suas videoinstalações na Usina, abertas ao público até o fim de julho.


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VIDEOINSTALAÇÕES
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Galeria Lunara (5º andar) 
exibição do video The Houseless Shadow (2011)


The Houseless Shadow foi um dos filmes de destaque da exposição 
Dickens and London, que esteve em cartaz no Museum of London 
entre 08 de dezembro de 2011 e 10 de junho de 2012. 

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Galeria Iberê Camargo (andar térreo) 
exibição dos vídeos Time and the Wave (2013) 
e About Now MMX (2010)

About Now MMX teve première na Tate Modern 
e foi exibida posteriormente em cinemas  e como instalação de galeria 
na Helsinki Photo Biennial (2012) e na exposição 
Troubled Waters, no Kuandu Museum of Fine Arts, em Taiwan (2013). 
Raban apresentou filmes multitela e também a obra 
Duchamp’s Dissent (2012), 
uma instalação digital com três telas, no programa 
The Tanks: Art in Action, 
da Tate Modern (16-21 de outubro de 2012).


Time and the Wave  tem estreia mundial em Porto Alegre 
e conta com cenas como esta, do funeral de Margaret Thatcher.


William Raban - Time and the wave
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O britânico completa sua participação no CEN-E na própria abertura do festival, no dia 19/06, quando um barco para convidados vai navegar pelo Rio Guaíba, saindo a partir da Usina do Gasômetro, para projetar seu emblemático longa-metragem Thames Film (1986). Esta atividade será restrita a convidados.

Nascido em Fakenham, Norfolk, em 1948, William Raban formou-se em pintura na St. Martins School of Art, em 1967. Foi diretor do London Filmmaker’s Co-op Workshop (uma associação de cineastas experimentais interessados em explorar criticamente o potencial das imagens em movimento) de 1972 a 1976, além de ter feito parte do coletivo Filmaktion, que movimentou a cena londrina dos anos 1970 com uma série de projetos de cinema expandido recentemente resgatados pelo Tate Modern. Ao longo das décadas realizou mais de 40 filmes, muitos deles têm Londres como tema. Atualmente é professor de cinema no London College of Communication (University of the Arts London).

Além de Raban, a programação do CEN-E conta com a participação dos artistas brasileiros convidados Carlosmagno Rodrigues (MG), Distruktur (Melissa Dullius & Gustavo Jahn) (RS – Alemanha), Guto Parente (CE), Ricardo Alves Jr. (MG) e Sérgio Borges (MG), que realizam video instalações na Galeria Ecarta e sessões de cinema e seminários no Santander Cultural. Além disso, um curso (com seleção aberta) ministrado por Maria Helena Bernardes completa a grade de atividades desta edição compacta e especial do CEN.


WILLIAN RABAN

19/06 - Exibição de Thames Film em Barco no Guaíba 
(somente para convidados)

20/06 - 18h30 - Master Class com o artista 
na Sala P. F. Gastal (3º andar da Usina do Gasômetro)
(somente para inscritos previamente. Inscrições realizadas até 10/06)

De 20/06 a 21/07 - Exibição Videoinstalações 
Galeria Lunara (5º andar da Usina do Gasômetro e
e Galeria Iberê Camargo (andar térreo da Usina do Gasômetro)

Visitação de terças a sextas-feiras, das 9 às 21h 
e finais de semana das 10 às 21h.

Informações

Fones 3289 8133 / 3289 8135
 Programação completa do Cine Esquema Novo em
 www.cineesquemanovo.org

quinta-feira, 6 de junho de 2013

MASTER CLASS DE WILLIAN RABAN NA SALA P. F. GASTAL

Materialidade do tempo: o suporte fílmico e a cidade é o nome da conferência que o artista inglês realiza dia 20 de junho, das 18h30 às 20h, na Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro com tradução simultânea. A vinda de Raban pela primeira vez ao Brasil é uma colaboração entre o CEN-E e a 9a Bienal do Mercosul | Porto Alegre.


O acesso é gratuito e haverá seleção de participantes: é necessário preencher o formulário de candidatura até o dia 10/06. Os selecionados terão sua participação confirmada através de e-mail, enviado pelo CEN-E até o dia 12/6. Todos que assinarem o livro de presença recebem certificado digital da master class.

Vá até o site do CEN-E 2013 para acessar o formulário e todas as informações sobre o evento.

Confira a seguir a descrição da atividade preparada pelo próprio artista.

“Meus primeiros filmes, no começo dos anos 1970, foram experiências que utilizavam multi-projeções e filmes combinando performances ao vivo, conhecidos mais tarde como cinema expandido.
Alguns dos filmes feitos nos últimos 30 anos documentam as mudanças que tem acontecido na cidade de Londres. Tanto nos trabalhos expandidos como nos recentes documentários, a materialidade do cinema tem sido sempre intrínseca à minha prática, e o filme como uma medida do tempo e espaço tem sido um interesse chave.
O workshop abre com a performance do evento de cinema expandido Take Measure (1973). Em seguida, usando extratos de filmes, eu irei discutir as várias formas que eu tenho usado o filme para construir uma série de ensaios cinematográficos sobre a cidade de Londres”.

SERVIÇO
LOCAL: Sala P.F. Gastal.

Av. Pres. João Goulart, 551 – 3º andar – Usina do Gasômetro
DATA: Quinta-feira 20/06, das 18:30h às 20h
INSCRIÇÕES: ATÉ 10/06
VAGAS: 110

Haverá tradução simultânea.

AGUARDE DIVULGAÇÃO DAS MOSTRAS DE VÍDEOS DE WILLIAN RABAN QUE OCORRERÃO NA GALERIA LUNARA E GALERIA IBERÊ CAMARGO A PARTIR DE 20 DE JUNHO.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

A FLORESTA FANTÁSTICA DE ROGÉRIO LIVI EM EXPOSIÇÃO NA GALERIA LUNARA


 A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria da Cultura de Porto Alegre inaugura em 09 de maio, às 19h, a exposição Floresta Fantástica, de Rogério Livi, que ocupará a Galeria Lunara (5º andar da Usina do Gasômetro) até 09 de junho. 

Floresta Fantástica é parte de um projeto maior, a procura de pinturas ou desenhos feitos exclusivamente pelas forças e materiais da natureza. Livi relata que fotografou essas imagens, instantes de “paisagens” em contínua mutação, em caminhada numa praia distante. O fenômeno inusitado que as gera resulta das interações do mangue e do trabalho das ondas com a areia, a qual serve de suporte para esses desenhos. Os pigmentos dominantes provém das infiltrações do material orgânico que se desloca com as flutuações das marés.

Segundo o artista, a Galeria Lunara parece ter sido feita especialmente para este projeto, pois, além das fotografias, permite a projeção dos pequenos vídeos em loop, nos quais capturou alguns momentos daquela atividade do mar, da areia e da infiltração do mangue.

Natural de Cachoeira do Sul, Rogério Livi é Doutor em Física, pela UFRGS, onde foi professor e pesquisador. Desde 1998 cursa oficinas no Atelier Livre da Prefeitura e dedica-se, principalmente, à fotografia, escultura, desenho e história da arte.

Desde 2005, Rogério Livi tem apresentado seu trabalho em exposições coletivas e individuais, tendo recebido vários prêmios, dentre eles, Artista Revelação (Açorianos de Artes Plásticas de 2008) e Artista Revelação (RBS Cultura, 2009).

Abaixo, texto de Paula Ramos, escrito especialmente para a exposição:

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Os desenhos encontrados de Rogério Livi


“Olhe para certos muros manchados de umidade ou para pedras de cores irregulares. Se você usar algumas lembranças, poderá ver nelas paisagens adornadas com montanhas, ruínas, rochas, florestas, grandes planícies, colinas e vales em grande variedade. Olhe novamente e verá batalhas e estranhas figuras numa ação violenta, expressões de faces, roupas e uma infinidade de coisas.” Leonardo da Vinci




Ao escrever as notas que dariam origem ao livro conhecido como Tratado da Pintura, Leonardo da Vinci (1452–1519) recomendava que os artistas exercitassem a imaginação apreciando manchas e texturas em velhos muros. Seus apontamentos, voltados ao processo criativo do pintor, sinalizam algo fundamental também ao espectador: a capacidade de observar, de reconhecer e de imaginar. Tal consciência, da imagem que engendra novas imagens, estimulou diversos artistas ao longo dos séculos, de Alexander Cozens (1717–1786) a Vera Chaves Barcellos (1935), e serviu de mote ao grande historiador da arte Ernst Gombrich (1909–2001). Em um dos textos mais instigantes de Arte e Ilusão, Gombrich discorre sobre a faculdade humana de projeção, que se manifesta, por exemplo, quando identificamos nas nuvens formas de coelhos, cavalos, trens. Rogério Livi, com sua Floresta Fantástica, aborda o mesmo tema, porém de modo distinto. Isso porque ele é, primeiramente, o espectador embevecido e, na sequência, o artista proponente do que denomina “desenhos encontrados”.

Caminhando por uma praia do Nordeste brasileiro, Rogério se deparou com estranhas formações que despontavam, discretamente, à beira mar. Sacou a máquina fotográfica do bolso e registrou, com o cuidado de excluir elementos desviantes, o que lhe parecia uma deslumbrante floresta. Nela predominam troncos encurvados e esguios, copas diminutas e desfolhadas, as cores rebaixadas de uma mata outonal, a sugestão de trilhas na caprichosa ilusão da terceira dimensão... Misteriosos, esses “desenhos” são, na sua estrutura primordial, obras da natureza: eles resultam da confluência da água sedimentosa do mangue com a água salgada do mar, em escala diminuta. Estaríamos diante de mais um invulgar fenômeno físico-químico, se o olhar atento e sensível do artista não tivesse registrado, em meio ao rápido movimento das ondas e ao deslizar contínuo das areias, as linhas que lhe sugeriam paisagens tão quiméricas, o prodigioso artifício em meio à natureza.

As fotografias/desenhos de Floresta Fantástica apontam a sutil articulação de dois domínios: o da ciência, com sua busca pela compreensão racional dos fatos, e o da arte, com sua interpretação poética dos mesmos fatos. Não é de admirar que Rogério tenha circulação franca nas duas áreas. Respeitado pesquisador de Física, o Professor Titular aposentado da UFRGS sempre teve fascínio pela imagem e, sobretudo, pelos arranjos mínimos da matéria, que examinava através de microscopia eletrônica. Gostava, igualmente, de analisar marcas e vestígios na natureza, reconstruindo suas possíveis origens. Assim, quando iniciou seu percurso no campo da arte, estendeu a seus trabalhos essa experiência, explorando genuinamente aspectos como equilíbrio, suporte, movimento, bem como o caráter indicial da imagem, que ele enxerga no e através dotempo. O artista tem consciência de que seus desenhos – sejam eles provocados pelo vigoroso choque entre bolhas de sabão e papel; derivados do processo de infiltração do mangue na areia da praia; ou estruturados nas constelações sugeridas pelos galhos de árvores que coleta – são decorrência de várias camadas de tempo: o tempo da matéria, da conformação e da dissipação e o tempo que confere maturidade e segurança ao olhar, permitindo-lhe a surpresa e o encantamento da descoberta, seja na esfera da ciência ou da arte.

Rogério Livi integra o grupo de artistas para o qual observar o mundo sensível com desvelo, como preconizado por Leonardo da Vinci, é a base da criação. Seu exercício substancial reside, portanto, em permitir-se olhar, recolher e propor novas relações. Daí a importância dos títulos em suas obras. Eles jamais são fortuitos, agindo como delicados catalisadores no processo associativo e simbólico provocado pelas imagens. Com Floresta Fantástica, Rogério nos convida a percorrer esse ambiente onírico e de fantasia, descortinado num final de tarde de inverno à beira da praia. Para os que cresceram lendo as histórias dos Irmãos Grimm, trata-se de um autêntico cenário de conto de fadas.
Paula Ramos
Crítica de arte, professora-pesquisadora do Instituto de Artes da UFRGS
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Floresta Fantástica
Rogério Livi
Galeria Lunara
(5º andar da Usina do Gasômetro)
Abertura dia 09 de maio, às 19h
Visitação até 09 de junho de 2013
de terças a domingos -  das 9 às 21h





quarta-feira, 27 de março de 2013

ESTUDOS PARA INUNDAÇÃO, DA ÍO



A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura inaugura em 04 de abril de 2013, às 19h, a exposição Estudos para Inundação, da Ío, que ocupará a Galeria Lunara (no 5º andar da Usina do Gasômetro) até o dia 05 de maio.


Ío é o alter ego do casal de artistas Laura Cattani e Munir Klamt que, desde 2002, vem realizando experimentações e pesquisas artísticas, buscando promover diálogos e integração entre diversas formas de expressão, como intervenção urbana, fotografia, instalação, performance, música experimental e videoarte.

Estudos para Inundação é uma exposição da Ío que parte de fotos, esculturas, intervenções sonoras e vídeo para articular uma reflexão sobre como as forças da natureza e da cultura se auto-organizam em um conflito indefinido e moldam ao mundo e a nós.
Inundação, contenção e transbordamento, em suas diversas dimensões de significado, estão presentes em matérias tais como sal, polímeros, rochas, instruções, instrumentos eróticos, teorias arcaicas, chocolate e tempo. Esses elementos são tanto forças gravitacionais quanto regras de um jogo que, apesar de massivamente atuante, nos permanece sedutoramente secreto. Estudos para Inundação age como uma especulação sobre essa máquina invisível.

Laura Cattani é Mestre em Poéticas Visuais e Bacharel em Interpretação Teatral pela UFRGS, tendo completado sua formação com Jailton Moreira, Maria Helena Bernardes, entre outros.

Munir Klamt é Mestre em Poéticas Visuais e Bacharel em Pintura, com curso de especialização em Economia da Cultura pela UFRGS e atualmente realiza Doutorado em Poéticas Visuais pela UFRGS, tendo formação, ainda, na área de cinema e iluminação.

Enquanto Ío, os artistas realizaram diversas exposições, performances e intervenções, destacando-se: www.io.art.br, um projeto de web arte lançado em 2012; as exposições Do Lado de Fora de um Quarto Fechado e Halo – selecionadas pelo Prêmio IEAVI de Incentivo às Artes Visuais em 2012 e 2011, respectivamente; Autochoque, projeto artístico multimídia realizado no Museu do Trabalho (espetáculo), na Usina do Gasômetro (exposição) e em http://autochoque-io.blogspot.com/ (blog) Indicado ao V Prêmio Açorianos na categoria Destaque em Projeto Alternativo de Produção Plástica (2010); e ZEDE ETES – O Estranho Equívoco de A. Hilzendeger Feltes, exposição multimídia realizada no Paço da Prefeitura e vencedor do III Prêmio Açorianos na categoria Destaque em Mídias Tecnológicas.

Estudos para Inundação
Ío
(Laura Cattani & Munir Klamt)
Galeria Lunara
(5º andar da Usina do Gasômetro)
Abertura dia 04 de abril, às 19h
Visitação até 05 de maio – de terças a domingos - das 9 às 21h
Fones 3289 8135



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA MOSTRA OS CAMPOS DE CIMA DA SERRA SOB UMA NOVA ÓTICA


Quase Paisagem, Micro Paisagem, dos fotógrafos Cristiano Sant’Anna e Flávia de Quadros, fica em cartaz na Galeria Lunara de 21 de fevereiro a 24 de março

Os fotógrafos Cristiano Sant’Anna e Flávia de Quadros apresentam, de 21 de fevereiro a 24 de março, a exposição Quase Paisagem, Micro Paisagem na Galeria Lunara da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. O coquetel de abertura acontece no dia 21 de fevereiro às 19 horas.

Quase Paisagem, Micro Paisagem é um trabalho autoral dos dois repórteres fotográficos gaúchos que, em 2012, percorreram os municípios de São José dos Ausentes, Cambará do Sul e Bom Jesus, nos Campos de Cima da Serra, buscando novas possibilidades de percepção daquela região, conhecida por seus cânions e sua vegetação exuberante. O resultado das expedições mostra dois olhares distintos sobre um mesmo cenário: Cristiano clicou “quase paisagens” que marcam e registram a passagem do tempo, enquanto que Flávia apontou sua câmera para o que não pode ser percebido à primeira vista. 

Das 13 fotografias apresentadas na exposição, quatro são “quase paisagens” em grande formato e foram tomadas com baixa velocidade de obtenção, transformando a imagem em um registro intuitivo que condensa tons de verde, azul e marrom, essência dos recortes de céu, vegetação e solo característicos do lugar. Nas outras nove fotografias o que se vê são “micro paisagens” em pequeníssimas composições efêmeras. Há nessas imagens uma predominância sutil da água, paisagem quase invisível formada pela neblina, pela “viração” constante ou cristalizada pela passagem gélida do vento minuano sobre as pedras úmidas.
A exposição foi selecionada no Edital para Ocupação da Galeria dos Arcos e da Galeria Lunara de 2013. A realização é da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre da agência fotográfica Índicefoto.

Sobre os fotógrafos
Flávia de Quadros - Professora de Fotografia da Famecos/PUCRS, é Mestre em Artes Visuais pela UFRGS e Especialista em Produção Cinematográfica pela PUCRS. Atua como fotojornalista desde 1995, com passagens pelos jornais Zero Hora e Jornal do Comércio, do qual foi editora de fotografia por cinco anos.  É sócia de Cristiano Sant’Anna na agência de fotojornalismo Indicefoto, empresa com experiência em fotografia editorial e de cobertura fotográfica de grandes eventos como a Bienal de Artes Visuais do Mercosul, o Gramado Cine Vídeo, o Fórum Internacional do Software Livre e a Campus Party Brasil. Nos últimos anos tem se dedicado também à área editorial, ilustrando livros institucionais e do setor de tecnologia.

Cristiano Sant´Anna - é jornalista e atua como repórter fotográfico há 15 anos. Trabalhou para jornais do sul do Brasil como Zero Hora e Correio do Povo, em Porto Alegre. Entre seus projetos autorais destacam-se a exposição fotográfica - em parceria com Flávia de Quadros - Duas Margens (2009), sobre a frontalidade entre Buenos Aires e Colônia do Sacramento, e a cobertura do Fórum Social Mundial em Belém do Pará. Em 2011 e 2012 foi selecionado para apresentar seu trabalho no NanoFotoFest, de Buenos Aires. Atualmente desenvolve um projeto selecionado pelo FUMPROARTE, o fotolivro Arquipélago, sobre comunidades de pescadores nas ilhas do Delta do Jacuí, em Porto Alegre, e o webdocumentário Campos de Cima, desdobramento da presente exposição. 
Exposição fotográfica Quase Paisagem, Micro Paisagem, de Cristiano Sant’Anna e Flávia de Quadros
De 21 de fevereiro a 24 de março de 2013
Abertura: dia 21 de fevereiro, quinta-feira, às 19h
Galeria Lunara – Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551 - Centro - Porto Alegre, RS)
Visitação: terça a sexta das 9h às 21h, sábado e domingo das 10h às 21h

Atendimento à imprensa
Adriana Martorano | jornalista 
adrianamartorano@gmail.com | 00 55 51 9213 6558 | 
http://br.linkedin.com/in/adrianamartorano | skype adriana.martorano