segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Exposição de Rochele Zandavalli prorrogada até 12 de setembro

A exposição Oculto, de Rochele Zandavalli segue aberta à visitação até dia 12 de setembro, na Galeria Lunara da Usina do Gasômetro (5º andar), reunindo uma série de trabalhos em fotografia.

Abaixo reproduzimos texto do historiador e crítico de arte Alexandre Santos.

Dialogando com uma tendência da arte contemporânea ligada à auto-referencialidade, o trabalho de Rochele Zandavalli vem se debruçando sobre técnicas, suportes e diferentes intervenções poéticas relacionadas à pesquisa sobre o retrato fotográfico.

Na série Oculto a artista registra pessoas de suas relações íntimas, tomando os seus corpos como receptáculos de outras imagens. A sobreposição de duas ordens imagéticas – o corpo humano e o corpo de insetos ou flores, estes últimos retirados do universo das fotografias científicas – gera uma espécie de retrato-colagem, impregnado de estranheza e de um efeito desestabilizador interessante.

Cores, sombras e volumes se mesclam no plano bidimensional, construindo diferentes relações possíveis. Não se trata de almejar uma narrativa imediata em relação à iconografia do retrato, mas de assumir a artificialidade do resultado como elemento central para a sua reflexão.

Alexandre Santos – Julho de 2010

Oculto
Fotografias de Rochele Zandavalli
até 12 de setembro de 2010

Visitação:
Terças a domingos, das 9h às 21h
Entrada Franca

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Rochele Zandavalli inaugura exposição na Galeria Lunara

A artista Rochele Zandavalli inaugura no dia 30 de julho, sexta-feira, às 19h30, na Galeria Lunara da Usina do Gasômetro (5º andar), a exposição Oculto, reunindo uma série de trabalhos em fotografia. Graduada pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rochele Zandavalli atualmente é mestranda em Poéticas Visuais pelo mesmo Instituto. Desde 2000, integra o Núcleo de Fotografia da UFRGS, onde atua como pesquisadora responsável pelo Laboratório de Fotoquímica. Suas pesquisas incluem processos artísticos em laboratório e atelier aplicáveis à fotografia. Em sua produção destacam-se trabalhos com projeção de slides, alto-contraste, pintura e bordado sobre fotografias, dentre outros.

Na exposição Oculto, Rochele Zandavalli traz a público obras que são fruto de uma pesquisa envolvendo a mistura de técnicas analógicas e digitais, tendo como resultado duas séries complementares – uma sombria, outra psicodélica –, formando um conjunto de alto impacto visual, carregado de simbolismos. Sobre o corpo de dois meninos nus, a artista projeta imagens de flores e insetos, criando texturas que aderem aos corpos dos modelos como uma segunda pele, espécie de uniforme que faz referência ao universo pop, às HQs de super-heróis e ao mundo da moda.
A exposição Oculto permanece em cartaz até 29 de agosto, podendo ser visitada de terças a domingos, entre 9h e 21h. A entrada é franca.

Oculto
Fotografias de Rochele Zandavalli
30 de julho a 29 de agosto de 2010
Visitação:Terças a domingos, das 9h às 21h

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Luisa Mello apresenta exposição Lugar Nenhum na Galeria Lunara











A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre inaugura no dia 18 de Maio, às 19h, a exposição Lugar Nenhum, da artista Luisa Mello, na Galeria Lunara.

Luisa Mello foi uma das selecionadas pelo Edital de ocupação da Galeria Lunara e apresenta uma série de fotografias em pequeno formato, intitulada Lugar Nenhum.

As imagens, como prefere chamar a artista, apresentam lugares nunca especificados. A cor, a luz e a repetição das imagens, ora semelhantes, ora não, propõem um jogo lúdico com o olhar do espectador.
A artista fala da impermanência da sensação do espectador ao ver o mesmo lugar uma ou mais vezes. As imagens são uma alegoria que evocam outra realidade. Nascem da necessidade de dar forma à vivência sensorial de sentir e perceber lugares. Não importam quais sejam. É uma tentativa de "nominação" estética desses lugares através da experiência plástica.
Luisa Mello mora e trabalha em Belo Horizonte, Minas Gerais e nos últimos 4 anos vem se dedicando a viagens longas, cujo propósito é vivenciar outros lugares, no intuito de criar um novo projeto, um novo trabalho. A fotografia é uma das técnicas usadas pela artista. “Não me prendo a técnicas. É o conceito que vai determinar a técnica adequada para seja expressado. No caso de Lugar Nenhum, a fotografia é ponto de partida.”diz Luisa Mello

Lugar Nenhum
Luisa Mello
Abertura dia 18 de Maio às 19h
Visitação de 19 de Maio à 20 de Junho das 9h às 21
Informações: (51) 3289-8133

Luisa Mello
luisapmello@gmail.com
31-9764 4947

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Cine Água segue até dia 9 de maio


Até domingo, dia 9 de maio, a exposição CineÁgua,
de Nelton Pellenz e Dirnei Prates está aberta à visitação.
De terças a domingos das 13 às 19h.

terça-feira, 30 de março de 2010

Cine Água na Galeria Lunara


A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre inaugura dia 08 de abril, às 19h, a exposição Cine Água, dos artistas Nelton Pellenz e Dirnei Prates, na Galeria Lunara.

O Cine Água é uma ação coletiva proposta pelos artistas Dirnei Prates e Nelton Pellenz, e tem em seu mote estabelecer relações entre o cinema e as artes plásticas, ora através de abordagens diretas, ora através de tangências que subvertem as noções básicas do audiovisual.
A exposição Cine Água é composta por 3 trabalhos que se inserem nas premissas do coletivo: a ocupação não ortodoxa do espaço, o diálogo estreito que se estabelece entre as obras a partir de sua justaposição e, a água, sempre presente, como o elemento aglutinador das idéias.A forma peculiar da galeria propicia ações/intervenções em que o espaço físico não pode ser desconsiderado. O projeto, que aglutina diferentes propostas, se utiliza desta geografia incomum como eixo que conecta, potencializa e contextualiza os trabalhos.

Dirnei Prates e Nelton Pellenz já participaram individualmente de diversos salões, mostras e exposições nacionais e internacionais. Trabalham juntos desde 2006, quando organizaram a 1º Livre - mostra de vídeos experimentais, no Atelier Livre do CMC (Porto Alegre). Em 2007, apresentam as exposições Da sala escura ao cubo branco, na Usina do Gasômetro e Lances de vista - paisagens, na Fundação Ecarta. No mesmo ano são curadores da 2ª Livre - mostra de vídeos experimentais, apresentada na sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro.
Em 2008, recebem indicação ao Prêmio Açorianos de Artes Plásticas nas categorias novas mídias, pela exposição Da sala escura ao cubo branco e fotografia e novas mídias pela exposição Lances de vista - paisagens.
Em 2009, realizam o projeto S.E.C.A., que consistiu em intervenções urbanas em SC; recebem indicação ao Prêmio Filme Livre, no CCBB/RJ, pelo filme Tela branca e são os organizadores da exposição Infiltração, em Porto Alegre, que contou com trabalhos de 32 video-artistas brasileiros, espalhados em quatro espaços expositivos.
Atualmente, trabalham no projeto Google Water, que envolve registros em textos, vídeo e fotografia de deslocamentos por regiões do interior do Estado do RS.
Vivem e trabalham em Porto Alegre.

Cine Água
Nelton Pellenz e Dirnei Prates
Abertura dia 08 de abril às 19h
Período de visitação de 09 de abril a 09 de maio
de terças a domingos, das 9 às 21 h

Cine Água na Galeria Lunara

A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre inaugura dia 08 de abril, às 19h, a exposição Cine Água, dos artistas Nelton Pellenz e Dirnei Prates, na Galeria Lunara.

O Cine Água é uma ação coletiva proposta pelos artistas Dirnei Prates e Nelton Pellenz, e tem em seu mote estabelecer relações entre o cinema e as artes plásticas, ora através de abordagens diretas, ora através de tangências que subvertem as noções básicas do audiovisual.
A exposição Cine Água é composta por 3 trabalhos que se inserem nas premissas do coletivo: a ocupação não ortodoxa do espaço, o diálogo estreito que se estabelece entre as obras a partir de sua justaposição e, a água, sempre presente, como o elemento aglutinador das idéias.
A forma peculiar da galeria propicia ações/intervenções em que o espaço físico não pode ser desconsiderado. O projeto, que aglutina diferentes propostas, se utiliza desta geografia incomum como eixo que conecta, potencializa e contextualiza os trabalhos.

Dirnei Prates e Nelton Pellenz já participaram individualmente de diversos salões, mostras e exposições nacionais e internacionais. Trabalham juntos desde 2006, quando organizaram a 1º Livre - mostra de vídeos experimentais, no Atelier Livre do CMC (Porto Alegre). Em 2007, apresentam as exposições Da sala escura ao cubo branco, na Usina do Gasômetro e Lances de vista - paisagens, na Fundação Ecarta. No mesmo ano são curadores da 2ª Livre - mostra de vídeos experimentais, apresentada na sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro.
Em 2008, recebem indicação ao Prêmio Açorianos de Artes Plásticas nas categorias novas mídias, pela exposição Da sala escura ao cubo branco e fotografia e novas mídias pela exposição Lances de vista - paisagens.
Em 2009, realizam o projeto S.E.C.A., que consistiu em intervenções urbanas em SC; recebem indicação ao Prêmio Filme Livre, no CCBB/RJ, pelo filme Tela branca e são os organizadores da exposição Infiltração, em Porto Alegre, que contou com trabalhos de 32 video-artistas brasileiros, espalhados em quatro espaços expositivos.
Atualmente, trabalham no projeto Google Water, que envolve registros em textos, vídeo e fotografia de deslocamentos por regiões do interior do Estado do RS.
Vivem e trabalham em Porto Alegre.

Cine Água
Nelton Pellenz e Dirnei Prates
Abertura dia 08 de abril às 19h
Período de visitação de 09 de abril a 09 de maio
de terças a domingos, das 9 às 21 h

Ultima semana para visitar a exposição Céus Artificiais

Até dia 4 de abril a exposição Céus Artificiais, que traz fotos de Diego Amaral e Instalação de Tulio Pinto, pode ser visitada na Galeria Lunara.
Confira.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Confira texto de Alexandre Santos sobre a exposição que abre dia 11, de março


Da referência ao artifício

Se em muitas culturas o céu é manifestação da transcendência e da sacralidade, os céus artificiais de Diego Amaral e Túlio Pinto são profanos por excelência. Em sintonia com a contemporaneidade artística, estes céus privilegiam o diálogo entre dois processos artísticos diante de um site specific que lhes serve de desafio. Em detrimento das referências mais óbvias, nos céus bidimensionais de Diego percebe-se um apelo à ausência, comparado ao ambiente obscuro da galeria. Nas suas imagens, situadas entre o registro performático e paisagístico, os elementos gráficos servem para desfazer expectativas representacionais, ao mesmo tempo em que alinham a reprodutibilidade técnica com o fazer manual. Por outro lado, a partir dos seus arranjos tridimensionais, Túlio propõe céus compostos de ar e leveza, que brotam do abismo quase vertiginoso da galeria. São céus lúdicos e efêmeros que flutuam sob os nossos pés, trazendo relações de equilíbrio e limite entre os mais prosaicos materiais. Apesar de suas diferenças, ao constituírem uma ambientação poética inquietante, estes dois artistas são complementares e nos lembram, por outro lado, que o céu é efetivamente um corpo paradoxal: informe e infinito de possibilidades.

Alexandre Santos
Março de 2010